
Eu sempre gosto de ver a Prefeitura botar as mangas de fora e propor grandes obras de trânsito na cidade. Depois de prontas, reclamo da estupidez de encher o trajeto de sinaleiras (especialmente se forem colocadas sob um viaduto) e de fazer todo o trânsito desembocar naquela via. Mas, ainda assim, acho que é importante que se mostrem preocupados com o assunto antes que a coisa fique por demais caótica por aqui.
A última dessas propostas é um plano para desafogar o trânsito no Centro da cidade, em especial diminuir o número excessivo de ônibus com fim da linha na região. É o preço que se paga por ter uma malha que cobre a cidade tão bem.
No entanto, o projeto como descrito pela Zero Hora não me agrada muito. Primeiro, porque deve complicar a vida de muita gente que usa ônibus para ir para o Centro - para quem, como eu, mora na zona Sul à beira do Guaíba, por exemplo, não faz sentido nenhum ter que ir até a Azenha para pegar o tal ônibus expresso. Segundo porque o transtorno causado pelas obras será fenomenal, e o tempo gasto com elas corre o risco de ser tanto que, quando o projeto estiver pronto, já não dará mais conta do recado.
Para mim, o momento parece perfeito para que a Metroplan deixe de frescuras e comece a discutir, a sério, a proposta de um sistema de metrô ou coisa parecida para Porto Alegre.
Sim, já conheço as histórias de que seria impossível construir túneis nos aterros à beira do Guaíba, e de que o terreno rochoso da região Norte e Leste tornaria tal projeto proibitivamente caro. Mas também conheço o folclórico aeromóvel, encalhado diante da Usina do Gasômetro, bem como sistemas de monorail (como o de Kuala Lumpur, na foto acima), ou mesmo os trens de superfície como o Trensurb que hoje liga Porto Alegre ao Vale do Sinos.
São mais agradáveis para o passageiro, podem ser bem mais baratos que o metrô clássico, as obras causam muito menos transtornos, e ajudam a retirar do trânsito milhares de pessoas que estariam em ônibus, ou mesmo em carros. Assim como o caso da balsa ligando Porto Alegre a Guaíba, a saída é diminuir o número de carros e ônibus nas ruas, e não aumentá-lo.

Elas foram retiradas e já voltaram a seus devidos lugares. Nas últimas semanas, a prefeitura substituiu as lombadas eletrônicas existentes em Porto Alegre. Os novos equipamentos (quase todos já instalados) devem entrar em funcionamento a partir da semana que vem. 
Idosos e estudantes começaram a receber, na manhã de segunda-feira, 