música, showsFebruary 2, 2007 12:58 am

₢ Marcos Nagelstein

A primeira vez que ouvi falar em Matisyahu foi em 2005, depois de um show seu em Nova Iorque que rendeu uma enxurrada de resenhas positivas em lugares como Rolling Stone, NY Daily News, MTV e outros. Mesmo sendo um agnóstico com um certo pendor pelo ateísmo, e achando reggae um dos estilos mais propensos a criar música ruim, acabei vencido pela curiosidade e tratei de arranjar seu Live at Stubb’s.

Não precisei passar da segunda faixa, Chop ‘em Down, para reconhecer que aquela mistura de reggae, rap e música folclórica judaica era realmente excepcional. Mas também fiquei mal acostumado, porque Matisyahu parece ser daqueles artistas que só atinge toda sua força ao vivo.

Assim, foi com bastante empolgação que recebi a notícia de que o nova-iorquino iria tocar em Porto Alegre. Embora o preço (R$ 50) fosse bastante justo, não gostei da escolha do Pepsi On Stage como local para o show. Primeiro, pela qualidade do som que deixa bastante a desejar (justiça seja feita, com exceção de teatros, Porto Alegre não tem nenhum local para show que tenha um som aceitável). E segundo por achar que um lugar com espaço para 6 mil pessoas era um pouco grande demais para o evento.

Meus dois receios acabaram se confirmando: Matisyahu já não tem uma grande voz, e a equalização do som do local tornava impossível para quem não conhecesse as letras entender o que ele cantava. E o público estimado em 1,5 mil pessoas acabou sendo muito pouco para o local, provavelmente ajudando a esfriar um pouco a apresentação (além de deixar os cambistas absolutamente atolados em ingresso).

Afora estes detalhes inconvenientes, quem foi ao Pepsi On Stage foi brindado com um show excelente, mas que não chegou a ser tão bom quanto eu esperava.

Com a adição de um extraordinário percussionista e um tecladista, a banda está ainda mais coesa do que nas apresentações que já tinha ouvido pela rede. O repertório foi irretocável, especialmente as baladas, onde Matisyahu parece especialmente capaz de fazer transições de momentos mais calmos para a explosão em versos e batidas mais pesadas.

₢ Marcos Nagelstein

Outro detalhe interessante, e que achei bastante legal, foi ver a celebração de sua religião por parte da comunidade judaica porto-alegrense. Além do rabino Mendel Liberow, que assumiu o papel de guia do cantor na cidade, via-se bastante gente com quipás na cabeça, inclusive muitos jovens empunhando bandeiras de Israel e Jerusalém. É sempre bom ver este tipo de demonstração alegre de uma identidade.

O detalhe que faltou, no entanto, mesmo com esta demonstração de orgulho por parte da comunidade judaica da cidade, foi aquela ligação do artista com seu público que acaba fazendo um show deixar de ser bom e passar a ser fora de série.

Talvez pela barreira da língua, Matisyahu praticamente não se dirigiu à platéia. Parte do público também não cooperou, como um grupo de idiotas torcedores do Grêmio que ficou gritando canções de futebol enquanto o cantor fazia sua demonstração de beatboxing - na qual ele é muito bom, diga-se de passagem. E por fim, imagino que o palco alto, a distância da platéia e o pouco número de pessoas para um lugar tão grande, também tenham influenciado para a pouca interação da banda com a platéia.

Em certos momentos, como quando Matisyahu começou a dançar em uma mistura de dança tradicional judaica com os passos característicos do reggae, ou quando cantou o sucesso Youth, a platéia pareceu parar de se preocupar em tirar fotos e fazer filmagens em celulares e câmeras digitais, balançar suas bandeiras ou entoar gritos de futebol, e passou a interagir mais com o que acontecia sobre o palco. Mas, infelizmente, passava logo depois.

No fim, tratou-se de um show muito bom, de um cantor e uma banda muito acima da média que costumamos ver aqui em Porto Alegre. Inclusive, sei de quem acabou indo ao show de Erlend Øye e disse que provavelmente teria se divertido mais se tivesse ido ver Matisyahu. Mas já tendo ouvido outras apresentações do cantor em clubes menores em seu país natal, não pude deixar de pensar que se tivesse sido em outro local (como o Opinião), o show teria sido muito melhor.

Agradecimento especial ao fotógrafo Marcos Nagelstein, de Zero Hora, por ceder algumas fotos do show que não foram utilizadas pelo jornal. Para conferi-las em seu formato original, confira a nossa página no Flickr

showsOctober 4, 2006 2:39 am

Para quem não foi assistir ao show do NOFX no Pepsi On Stage (caso você não saiba ou não lembre, foi na segunda-feira), eis as impressões de nosso amigo blogueiro e jornalista Gustavo Faraon, também conhecido como Xinho:

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Tal como boa parte do público que foi ao Gigantinho no ano passado para acompanhar o show do Pearl Jam, fui para o Pepsi On Stage na última segunda-feira para ver minha banda preferida na adolescência. Conheci o NOFX em 1997, imediatamente após a primeira passagem do quarteto por aqui. Desde então, assisti-los ao vivo sempre foi umas das coisas que eu mais quis.

A ida ao show não representava um resgate saudosista dos 16 anos, nem qualquer espécie de replay dos “bons tempos”, como ouvi algumas pessoas comentarem. Antes, foi uma oportunidade de rever aquela época com um certo distanciamento que só o tempo permite, quase uma chance de me ver ali, no meio daquela gurizada, sob o olhar de uma outra pessoa.

O público, muito acima das minhas expectativas, encheu o Pepsi On Stage, que é basicamente o mesmo pavilhão improvisado onde ocorreu o show do Strokes no ano passado, mas agora com alguma estrutura melhor de venda de bebidas e com painéis luminosos de merchandising. Nada posso dizer a respeito da banda de abertura, Atrack, pois cheguei quando tocavam a última música. Mas o fato de pouco depois das 22h não haver mais qualquer impedimento para o começo da atração principal, a não ser algum eventual atraso da própria banda, pareceu promissor.

E assim foi. Não eram 23h quando Fat Mike e os outros três apareceram. El Hefe, guitarrista chicano, empunhando seu trompete, deu início aos trabalhos. A predisposição do público em se divertir era evidente, uma vez que todos começaram a se empurrar e a correr tresloucados com o primeiro sopro do metal. No entanto, quando o resto da banda se juntou ao som do trompete, uma coisa soou estranha: cadê a guitarra?

Assim começou e assim foi até o fim. Não sei se tem a ver com a arquitetura do local, uma caixa de metal gigante que reverbera qualquer ruído, mas, o que se ouvia da pista, a 25 metros do palco, eram graves se sobrepondo a todo o resto. Frustração completa, uma vez que, pra mim, o legal da banda são justamente as cordas.

Infelizmente, isso não foi o que mais me desapontou no show. Durante os cerca de 90 minutos de apresentação, o quarteto foi completamente incapaz de executar sequer três músicas em seqüência. Usava os intervalos entre as músicas para fazer graça falando bobagem, consertar uma das guitarras que pifou por diversas vezes, conversar entre si e irritar deliberadamente o público. Em certo momento, o guitarrista Eric Melvin começou a tocar notas aleatórias de acordeão, e só parou depois de 15 a 20 minutos de implicância. A platéia, mesmo sem entender, adorava.

Entre as 24 músicas que compunham o set list, número previamente anunciado pelo vocalista, ficou de fora um de seus maiores hits, “It’s my job to keep punk rock elite”, muito reclamada por alguns fãs. Claro que era impossível agradar a todos, mas deixar de fora alguns dos maiores sucessos para executar canções que beiram o insuportável, como os reggaes que encerram o álbum “Punk in Drublic”, além de “Radio”, cover de Rancid, é, no mínimo, contestável.

Se a intenção inicial de revisitar meus 16 anos deu certo, então não gostei nada do que vi. Fui pra casa com a impressão de ter tido uma adolescência fraudulenta, e sem ao menos o tradicional zumbido irritando o tímpano, que o som baixo nem isso me deixou levar.

showsSeptember 12, 2006 11:19 pm

Conforme prometido, eis as impressões de mr. Guima sobre a bacanália de hair metal da última segunda-feira, no Opinião.

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Se eu fosse vereador, proporia uma lei que obrigasse a realização de uma cota anual de shows de hard rock. Seria uma forma de acostumar as novas gerações a shows de rock de verdade, coisa que anda cada vez mais em falta. Por exemplo, tocar com a cabeça baixa, olhando pros próprios pés, seria considerado crime gravíssimo, sujeito a banimento do universo dos músicos porto-alegrenses.

Felizmente, não foi esse o clima ontem no Opinião. O desfile de camisetas pretas foi uma constante, com destaque para as estampas do Kiss, absolutas. Antes dos shows começarem, o som mecânico rodou Metallica, Iron Maiden, Motorhead, AC/DC e outras pérolas do gênero. Tudo preparado para a maior noite poser do ano na cidade.

Com o áudio da antológica cena do filme “Warriors – Guerreiros da Noite” (”Warriors, come out to plaaay!”), a Baby Doll deu início aos trabalhos. O vocalista Dr. Love deu uma aula glam com seu casaco de pele, calça de couro e botas tigradas. Pra completar o visual, usava uma camiseta escrita “MTV te deixa burro”. O guitarrista Ijuí tava com uma baby look do RBD (sim, isso mesmo, Rebelde) e uma luva listrada que ia quase até o ombro. Isso é hard rock, beibe!

O repertório incluiu todos os clássicos da banda, como a impagável “Sexo na Horizontal” (”Fica comigo, vai ser legal/ Nesse embalo na horizontal/ Tudo que eu sei, eu vou te ensinar/ Essa noite, ménage à trois”), “Ninfomaníaca”, “Frígida” (”Não sei o que ela tem no meio das pernas/ Deve ser uma daquelas TPMs eternas/ Frígida, sem tesão/ Frígida, não vai gozar/ Frígida, sem tesão/ Frígida, prefiro a minha mão”) e “Gata Gulosa”. Durante o show, o Dr. Love divertiu o público “penetrando” uma boneca inflável, distribuindo brindes (boneca das Meninas Superpoderosas, revista pornô, entre outros). Pra fechar o show, antes de cantar “Quem é Toniolo?” ele pichou o nome dessa lenda urbana gaúcha num lençol branco. Mais cênico impossível. E o público foi ao delírio, claro.

“Roqueiro de verdade tá aqui hoje”. Essa frase do Jacques Maciel, líder da Rosa Tattooada, já dava uma idéia do que viria pela frente no show. A banda é boa demais. Beat Barea detonou na bateria, com direito a solo e tudo. O repertório foi basicamente do novo disco, “Rendez-Vous”, já que era noite de lançamento do CD.

As ótimas “Amor ou Tesão”, “Cidade Nua”, “O beijo certo (na pessoa errada)” – melhor nome de música de todos os tempos – mostraram que a banda continua tão competente quanto lá no começo dos anos 90, quando compunha clássicos com a maior facilidade. Principalmente baladas. “Não pode ser você” e “O norte do seu coração” deram aquele clima de acender isqueiro, tão saudoso dos tempos de rock de arena.

Do disco “Carburador” rolaram a música-título e outros hits, como “Diamante Interestelar”, “Miragem” e “Gatinha Tarada”. A NEW GENERATION do rock gaúcho pedia a todo momento músicas do primeiro disco, principalmente “Virando noites e dias” e “Voltando pra casa”. Foi legal ver que a gurizadinha curte o primeiro álbum deles, mas a insistência tava beirando o intolerável. E pior é que não adiantou de nada.

Só o que rolou da velha guarda foi “O inferno vai ter que esperar” e “Tardes de Outono”. Quando o Jacques começou a tocar “Hey, Hey, My, My”, do Neil Young, pensei por um instante: “Deus, não deixa ele tocar essa música até o fim, por favor”, mas pra minha alegria logo o riff se transformou no riff dessa que é a melhor balada do disco de estréia da banda.

O show se aproximava do fim e eu aguardava ansioso por mais uma música do último disco. E ela veio. “Carne de Motel” fez a minha alegria. Que baita rock! E pra alegrar a turma de camiseta preta que tava em maioria, cover de Kiss pra encerrar a noite. Todo mundo cantou “Rock N’ Roll All Nite” com a banda. Eles sabem como ganhar o público, isso é fato.

Imagino que todo mundo tenha ido pra casa feliz. Eu pelo menos fui. Até porque, quando o show acabou, o som mecânico do bar começou a tocar “I Remember You”, do Skid Row. Resolvi sair antes da música terminar pra deixar eternizado esse belo momento, do melhor show de rock que Porto Alegre já teve esse ano. E se me elegerem vereador, garanto que momentos como esse vão ser bem mais freqüentes.

música, showsJuly 6, 2006 1:06 pm

Rogério Jacques, Divulgação

Agendinha básica de shows em Porto Alegre nas noites de quinta e sexta-feira (quem souber de outros, avise!):

Hoje (06/07):

Relógios de Frederico (foto) – O septeto instrumental lança seu terceiro CD, Faskner, no Ocidente (Av. Osvaldo Aranha, 960), a partir das 22h. O ingresso custa R$ 10.

Apanhador Só e Andina – Shows de rock no Garagem Hermética (R. Barros Cassal, 386). Quem chegar antes das 23h paga R$ 5. Depois, o ingresso passa para R$ 8.

Os The Darma Lóvers – A dupla é a atração desta quinta-feira do Musical Petropar, projeto realizado semanalmente no Foyer do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°). O show começa às 18h30min e tem entrada franca.

Bebeco Garcia – Ex-integrante da banda Garotos da Rua, o guitarrista apresenta seu quarto trabalho solo no Teatro Bruno Kiefer, na Casa de Cultura Mario Quintana (R. dos Andradas, 736), às 19h. Ingressos a R$ 8.

Produto Nacional - Quem gosta de reggae pode pagar R$ 10 para ver a banda do vocalista Paulo Dionísio às 22h no Opinião (R. José do Patrocínio, 834).

Amanhã (07/07):

Sapatos Bicolores (DF), Dirty e Os Incríveis Balões de Gás – Edição da festa Juventude Enlouquecida no Garagem Hermética (R. Barros Cassal, 386). Preços: R$ 6 até às 23h30, R$ 10 após.

Pública e Efervescentes – Lançamento do segundo videoclipe da Pública, no Ox (R. João Telles, 570), a partir das 23h. Até meia-noite, R$ 7,00 (depois, R$ 10,00).

Adriana Deffenti – Prêmio Açorianos 2002 de melhor intérprete de MPB, a cantora se apresenta no Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307) sexta, sábado e domingo, às 21h.

música, showsJune 16, 2006 2:06 am

Já vi este homem cantando músicas dos anos 30 e 40 (com esta roupita aí do lado) no palco do Teatro do Sesi e adorei. Lamentei ter perdido seu show com o repertório de músicas do Cartola. Agora, mais uma vez, não poderei ver sua nova apresentação, mas fica como mais uma dica musical da semana.

Ney Matogrosso apresenta hoje, às 21h, no mesmo Teatro do Sesi, o espetáculo Canto em Qualquer Canto. Criado a partir de um convite do Canal Brasil em 2004, o espetáculo foi a chance para Ney experimentar um formato mais intimista, acompanhado por quatro violões. A idéia deu certo e virou turnê.

O repertório do espetáculo inclui músicas como Bamboleô (André Filho), Oriente (Gilberto Gil), Último Desejo (Noel Rosa) e Poema (Cazuza e Frejat), mais dois temas dos tempos do Secos & Molhados no bis – Rosa de Hiroshima e Fala. A turnê de Canto em Qualquer Canto segue até o final do ano e inclui uma passagem pela Europa em julho.

shows, lugaresMay 9, 2006 6:46 am

A noite porto-alegrense ganha hoje o que parece ser a solução para abrigar shows nacionais e internacionais de grande porte na cidade. Será inaugurado às 22h, com shows de Lulu Santos e Marcelinho da Lua (não que esses sejam exatamente de grande porte), o Pepsi On Stage, em frente ao Aeroporto Salgado Filho.

Construído dentro da uma antiga fábrica na Avenida Severo Dullius (se você foi aos shows do Stokes e Arcade Fire ou do Placebo, sabe do que eu estou falando), o local tem capacidade para 6 mil pessoas. A área total (entre área de público, palco, camarins, depósitos, bares, banheiros e escritórios) é de 4,1 mil metros quadrados, o que é quase o tamanho de um campo de futebol. O espaço para a platéia, que inclui um mezanino, pode ser aproveitado de diferentes maneiras, como uma arena (com o público em pé), um teatro (com cadeiras) ou uma casa de espetáculos (com mesas e cadeiras), conforme o evento agendado. Há ainda três lojas AMPM distribuídas pelo salão, equipadas com 62 refrigeradores. O estacionamento tem vaga para 3 mil carros (a R$ 5 ou, com manobrista, R$ 13).

Conforme a matéria publicada hoje em Zero Hora, a agenda do local “já aponta dois espetáculos vindos dos Estados Unidos: os nova-iorquinos Easy Star All-Stars mostram na próxima quinta-feira o lado reggae do álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, e o grupo vocal The Originals vai de soul e R&B no dia 2 de junho”. Nada que me agrade muito, mas já é um começo.

A principal vantagem do local é ter o tamanho ideal para shows que não caberiam no Opinião, mas que nunca lotariam um estádio de futebol. Diz a matéria citada que

a dimensão é considerada ideal para apresentações musicais de artistas nacionais e internacionais, por questões de capacidade e de preço de ingresso.
– Com mais espaço, pode-se cobrar menos pelo ingresso e fazer com que o artista tenha uma arrecadação maior. Para o Bob Dylan, por exemplo, o ingresso no Opinião custaria US$ 100 (cerca de R$ 220), e aqui poderia ficar pela metade – compara Alexandre Lopes, um dos sócios do Pepsi On Stage.

Ah, e quem quiser fazer sua festinha particular por lá, pode perguntar quanto custa o aluguel no seguinte telefone: (51) 3371-1948.

música, shows, vida noturnaApril 20, 2006 7:01 pm

Foram quatro dias de estrada, maresia e pampa, mas o feriado acabou e é hora de voltar à nossa querida Capital e a este blog abandonado. E para isso, nada melhor do que um pouco de música, dança e álcool. Dando uma vasculhada pelos sites óbvios, cheguei a algumas sugestões para nossos seletos leitores nos dias vindouros.

    Quinta (20/04)

    - A grande pedida da noite, para o meu gosto, é o show do mestre Frank Jorge em mais uma edição do projeto Ocidente Acústico. Canções de amor com muita crocância, jovem guarda e diversão garantida, no Ocidente (João Telles esq. osvaldo Aranha - Bom Fim), às 22h. Por isso, paga-se R$ 10.

    - Eu nunca ouvi falar na Rocky & Os Balboas, mas o Cave (Vasco da Gama, 1070 - Moinhos de Vento) é um lugar bacana, e uma festa com o nome de Dance Rock Charles Bronson me deixa bastante curioso. Ainda mais que a edição anterior da festa foi a Dance Rock Chuck Norris. Aos que estiverem dispostos a singrar terreno desconhecido, essa seria minha sugestão.

    - Segundo uma amiga que curte techno, o DJ Renato Cohen era muito bom quando começou, há mais de cinco anos, mas hoje em dia está comercial demais. De qualquer jeito, quem quiser conferir o trabalho do cidadão, ele estará no lineup do Lounge (João Alfredo, 701 - Cidade Baixa), a partir das 22h. Ingressos saem por R$ 15 para os meninos e R$ 12 para as meninas.

    - Para quem curte música eletrônica, um duelo de titãs: Orgasmo vs. All Starz. A debochada festa porto-alegrense, que já trouxe Cansei de Ser Sexy e Montage à Capital, se junta com a famosa festa de Curitiba e presenteia-nos com uma performance do Bonde do Rolê. Funk carioca fake da melhor qualidade, às 23h no Beco (João Pessoa, 203 - Centro, sob o viaduto Imperatriz Leopoldina e com acesso pela Perimetral). Ingressos a salgados R$ 20 podem ser adquiridos em lojas fashion como Colcci (Iguatemi) e Chilli Beans (Moinhos).

    - Outra festa clássica que virou modinha e passou a ter ingressos nada camaradas, a Balonê terá uma edição “for friends” nesta quinta-feira, com ingressos limitados e mais baratos. Será no Elo Perdido (João Alfredo, esquina com Luiz Afonso - Cidade Baixa), a partir de 21h. Ingressos a R$ 10, com consumação de R$ 5.

    E, a julgar pela quantidade de opções nesta quinta-feira, me parece que o público de música eletrônica da cidade anda chegando em números parecidos com o de metaleiros e maconheiros reggaeiros. Além da Orgasmo e da festa no Lounge, hoje terá:

    - reabertura da Spin (Venâncio Aires, 59 - Cidade Baixa), casa da trupe Fulltronic, com ingresso masculinos a nada modestos R$ 25 e femininos a R$ 15;
    - “Projeto Stereo” no Espiral (República, 303 - Cidade Baixa), a partir das 22h, com ingressos a R$ 8;
    - e “MixMad 8″ na NEO (Plínio Brasil Milano, 427), a mais clássica casa de música eletrônica da cidade, com ingressos a R$ 10 (até a 1h) e R$ 15 (da 1h em diante)

    Quarta (19/04)

    - Fernando Noronha, o blueseiro com nome de ilha paradisíaca, faz show no 8 e 1/2 (Aureliano de Figueiredo Pinto, 894 - Cidade Baixa). Já assisti a dois shows dele e posso atestar que, embora não seja de querer levar o CD pra casa, é mais do que suficiente para se divertir. Tá marcado para as 23h30, com ingressos a R$ 10.

    - Não sei se o “Beco ao Vivo” pode ser considerado um projeto, mas o que interessa é que suas salas escuras e mal cheirosas recebem o excelente rock instrumental da Pata de Elefante. Além do power trio, o resto da festa será embalada por DJs como o quase onipresente Daniel Bacchieri. No Beco (João Pessoa, 203 - Centro, sob o viaduto Imperatriz Leopoldina e com acesso pela Perimetral), a partir de 23h. Ingressos a R$ 10.

    - Minha sugestão para hoje é o show no Beco, mas quem gosta de algo um pouco mais dançante e um pouco menos rock, e não tá com saco de ouvir uma banda, o DJ Malásia (da Ultramen) estará no comando das picapes do novo Elo Perdido (João Alfredo, 533. esq. Luiz Afonso - Cidade Baixa), a partir das 23h. São R$ 5 de ingresso e R$ 5 de consumação.

música, showsApril 6, 2006 10:56 am

Show: Andina + Transmission

Hoje tem show no Garagem: Andina e Transmission fazem a dupla nesta noite de quinta-feira.

A Andina é formada por Tulio (vocal e guitarra), Daniel (guitarra), Mateus (baixo) e Rodrigo (bateria), que tocam juntos desde 2005, e está na iminência de gravar seu primeiro EP. Com influências diversas como Los Hermanos, Velvet Underground e Sonic Youth, a banda faz música brasileira contemporânea.

A Transmission é indie rock objetivo, introspectivo, e denso. Com ênfase no instrumental, traz vocais masculinos e femininos e letras em inglês. O grupo tem ecos em Yo La Tengo, Pixies e Superchunk.

06 de Abril/2006
TRANSMISSION + ANDINA
Garagem Hermética - Rua Barros Cassal, 386
Ingressos R$6 até as 23h, R$10 depois

música, showsApril 5, 2006 10:40 pm

Já que todo mundo parece andar em marcha lenta por aqui, aproveito este hiato para divulgar o clipe de duas boas bandas porto-alegrenses, uma delas que faz show neste fim de semana.

Primeiro, mais uma produção de mr. Daniel Bacchieri, uma das figuras mais onipresentes na noite da cidade. Depois da Pata de Elefante, desta vez ele empresta seus dotes videoclipísticos à Proveitosa Prática, que faz uma black music sem maiores frescuras ou poses. Pra quem quer dançar, esta “Insert Coins” é uma excelente pedida:


Mudando completamente de estilo, a segunda dica que fica é do hit “Barba, Cabelo, Bigode” dos Pogoboys. Capitaneados pelos gênios halfsense de EGS e Márcio Blank, os caras conseguem fazer um róque irreverente na mesma veia de Cascavelletes e Graforréia Xilarmônica sem que isso soe ultrapassado ou saudosista.


E para quem gostar dos rapazes, lembro a todos que eles estarão presentes no Cave (Vasco da Gama, 1070) neste sábado, 8 de abril, fazendo o “fechamento especial” da festa de aniversário da Noni, dona do estabelecimento. Além deles, haverá shows de The Yesterdays e Paulo Fleck & Banda. O festerê começa às 23h, e custa modestos R$ 7 de ingresso e R$ 5 de consumação.

música, showsMarch 20, 2006 11:50 am

Farveste e Viana Moog

Farveste e Viana Moog fazem show nesta quarta-feira, dia 22, no Garagem Hermética (Barros Cassal, 386). R$ 6 antes das 23h, e R$ 10 depois desse horário.

A Farveste faz rock instrumental explorando texturas e dedilhados candentes com explosões de distorção e barulho. Já a Viana Moog é conhecida por misturar punk rock à lá Stooges, glitter e performances bombásticas.

Os shows estão marcados para às 22h. As bandas páram de tocar à 1 da manhã, então chegue cedo.

música, showsMarch 6, 2006 4:23 pm

Roubando informações do Firpo, repasso uma agenda de shows bem interessante a acontecerem durante esta semana no Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama, 110 - térreo), pela módica quantia de um quilo de alimento não perecível:

    07/03 - terça-feira
    20h - BATACLÃ F.C.
    21h30min - ALCEU VALENÇA

    08/03 - quarta-feira
    20h - CASA DE FARINHA
    21h30min - ELZA SOARES

    09/03 - quinta-feira
    20h - A BARCA
    21h30mim – NANÁ VASCONCELLOS

    10/03 - sexta-feira
    20h - RAMIRO MUSOTTO
    21h30min - DJ DOLORES

Recomendo com afinco o show do Naná Vasconcellos, um dos tantos grandes músicos brasileiros que só recebe devido crédito e atenção no exterior. E a dose-dupla Bataclã F.C. e Alceu Valença também deve render uma noite bem divertida.

showsMarch 4, 2006 3:14 pm

O New Order, que faria show em Porto Alegre, cancelou sua turnê na América Latina. Isso segundo a Contracapa da Zero Hora de hoje, já que o site oficial, gerenciado por fãs, ainda dá a notícia da confirmação da apresentação em solo gaúcho.

Segundo o colunista Roger Lerina, a agente da banda alegou motivos pessoais para que o grupo decidisse não viajar no mês de maio, data prevista para a realização de shows no Brasil e na Argentina. Na mensagem publicada pelo jornal, a empresária espera poder acertar outras datas para a turnê, e se põe a disposição em contribuir “para que o evento da Skol (?) encontre outro artista”.

música, showsFebruary 13, 2006 4:04 pm

Tava esperando que o Bruno fosse falar do assunto, já que ele é que curte os caras, mas falo eu: em meio à coluna social do Planeta Atlântida, Roger Lerina informa que está confirmado o show do New Order em Porto Alegre.

O evento marcará a inauguração do Pepsi On Stage, lugar que se propõe a ser o local definitivo para shows de médio porte na cidade - pelo que eu sei, será a nova versão reformada e devidamente adaptada do galpão das fábricas Condor, ao lado do aeroporto. E o valor de R$60,00, a julgar por exemplos recentes, também não deve assustar.

música, showsFebruary 7, 2006 12:15 am

Quem andar por Porto Alegre neste escaldante fevereiro, não deve deixar de assistir a alguma das apresentações d’Os Ascensoristas, mui valoroso trio de jazz capitaneado pelo sr. Carlo Pianta, o simpático moço aí do lado. Serão três oportunidades, às quintas-feiras do mês (dias 09, 16 e 23), no Mercato Jazz (Rua Hilário Ribeiro, 287 – Fone: 3024-5525).

O local é pacato, no coração do Moinhos de Vento, e os shows têm preço e horário convidativo: às 21h, por míseros R$ 6,00 de couvert. O grupo sobe ao palco por três vezes, em intervenções de 45 minutos, devendo encerrar a performance às 24h. Dada a vizinhança e o fato de ser um dia de semana, imagino que o horário será seguido de maneira minimamente rigorosa.

Para quem não conhece, a banda em suas próprias palavras:

Banda criada por Carlo Pianta (atualmente na Graforréia Xilarmônica) em 2001, Os Ascensoristas tocam, basicamente, clássicos do jazz de modo muito pessoal, com uma formação eletrificada, mas com fidelidade às composições.

Com seu estilo jazz-clássico-eletrificado, o grupo ainda absorve canções do pop sofisticado, músicas de Julio Reny e de grupos como Style Council e Dexys Midnight Runners.

Além do sr. Pianta no baixo e vocais, Os Ascensoristas conta com meu amigo Alexandre de Santi na guitarra e Ivo Eduardo Azevedo na bateria. Recomendo.