shows, lugaresMay 9, 2006 6:46 am

A noite porto-alegrense ganha hoje o que parece ser a solução para abrigar shows nacionais e internacionais de grande porte na cidade. Será inaugurado às 22h, com shows de Lulu Santos e Marcelinho da Lua (não que esses sejam exatamente de grande porte), o Pepsi On Stage, em frente ao Aeroporto Salgado Filho.

Construído dentro da uma antiga fábrica na Avenida Severo Dullius (se você foi aos shows do Stokes e Arcade Fire ou do Placebo, sabe do que eu estou falando), o local tem capacidade para 6 mil pessoas. A área total (entre área de público, palco, camarins, depósitos, bares, banheiros e escritórios) é de 4,1 mil metros quadrados, o que é quase o tamanho de um campo de futebol. O espaço para a platéia, que inclui um mezanino, pode ser aproveitado de diferentes maneiras, como uma arena (com o público em pé), um teatro (com cadeiras) ou uma casa de espetáculos (com mesas e cadeiras), conforme o evento agendado. Há ainda três lojas AMPM distribuídas pelo salão, equipadas com 62 refrigeradores. O estacionamento tem vaga para 3 mil carros (a R$ 5 ou, com manobrista, R$ 13).

Conforme a matéria publicada hoje em Zero Hora, a agenda do local “já aponta dois espetáculos vindos dos Estados Unidos: os nova-iorquinos Easy Star All-Stars mostram na próxima quinta-feira o lado reggae do álbum The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, e o grupo vocal The Originals vai de soul e R&B no dia 2 de junho”. Nada que me agrade muito, mas já é um começo.

A principal vantagem do local é ter o tamanho ideal para shows que não caberiam no Opinião, mas que nunca lotariam um estádio de futebol. Diz a matéria citada que

a dimensão é considerada ideal para apresentações musicais de artistas nacionais e internacionais, por questões de capacidade e de preço de ingresso.
– Com mais espaço, pode-se cobrar menos pelo ingresso e fazer com que o artista tenha uma arrecadação maior. Para o Bob Dylan, por exemplo, o ingresso no Opinião custaria US$ 100 (cerca de R$ 220), e aqui poderia ficar pela metade – compara Alexandre Lopes, um dos sócios do Pepsi On Stage.

Ah, e quem quiser fazer sua festinha particular por lá, pode perguntar quanto custa o aluguel no seguinte telefone: (51) 3371-1948.

cidade, lugaresMarch 27, 2006 6:11 pm

Ricardo Stricher / PMPA

Foi inaugurado ontem, no dia em que Porto Alegre completou 234 anos, o Parque Germânia. Com 14,5 hectares, a área é fica dentro do Jardim Europa, megaempreendimento da Goldsztein ao lado do Shopping Iguatemi.

O Germânia é o primeiro parque cercado da cidade, fica aberto ao público das 7h30min às 20h e tem segurança 24 horas, com quatro cavalarianos da Brigada Militar, dois motociclistas da Guarda Municipal e quatro seguranças particulares.

Quatro áreas de preservação ambiental somam cerca de 70 mil metros quadrados e concentram espécies nativas como cerejeiras, figueiras e pitangueiras. Para lazer e prática esportiva, há quatro quadras poliesportivas, duas quadras de tênis, pista de caminhada e corrida, chafariz, três canchas de bocha, sendo uma delas coberta e iluminada, lago com trapiche, sanitários e churrasqueira.

Pelas fotos e relatos, parece bonito e agradável, uma boa alternativa a lugares como Parcão e Encol, embora eu ache que vai ficar lotado de gente nos próximos dias. Quem der uma passada por lá, por favor, nos conte como foi a experiência.

vida noturna, lugares, cervejaMarch 22, 2006 9:15 am

Alerto a todos os que ainda estão em clima de verão: a Chopperia, que fica no shopping Olaria (Lima e Silva, 776), está completamente fora de controle. Eles estão mantendo o tradicional happy hour com chopp à metade do preço, mas com uma diferença gritante: na segunda e na terça-feira, a promoção dura a noite inteira (e não somente das 18:00 às 20:00).

O melhor de tudo isso: chopp Heineken.

Vá.

lugaresMarch 7, 2006 1:25 pm

dep_bebidas

Creio que toda cidade tem fenômenos culturais peculiares e absolutamente inexplicáveis. Um que sempre me intrigou em Porto Alegre foi o Ossip (Rua da República, 677), que chegou a ser eleito como “melhor boteco” e “melhor bar para a boemia” pelo júri da Veja.

As bebidas são caras, bem como a pizza, petisco mais famoso da casa. O bar é minúsculo, o que significa que se precisa beber em pé na rua. O atendimento é inexistente, e os irmãos uruguaios donos do lugar são capazes de tentar expulsar alguém que ousar ficar na calçada (pública, obviamente) em frente ao estabelecimento caso esteja tomando cerveja comprada em algum dos tantos bares da região com preço mais convidativo. Sim, já passei por isso.

A chave de ouro, como qualquer pessoa que já tenha passado por lá sabe, é o fato de que a esquina da República com a João Alfredo, onde se fica bebericando uma caríssima cerveja, possui um sistema de esgoto muito pouco eficiente. O resultado é que durante toda a noite somos brindados com o aroma característico dos detritos de centenas de moradores das redondezas da Cidade Baixa.

Pois quem passar pelo local, atualmente, pode levar um susto ao notar uma sensível queda no tamanho da clientela do Ossip. Para entender a razão, basta olhar a própria Rua da República, na direção da av. Borges de Medeiros. Verão uma multidão de pessoas, praticamente bloqueando a rua enquanto conversam, fumam e bebem cerveja.

Acontece que ali, em frente ao Bar da República (clássico reduto daqueles que acompanham amigos ao Ossip mas querem comprar cerveja barata), abriu a nova sensação da Cidade Baixa: o Depósito de Bebidas. O que antigamente era apenas uma distribuidora de bebidas, especialmente cerveja, à noite se transforma em um bar improvisado, com uma mesa à porta fazendo as vezes de balcão e alguns freezers entupidos de cerveja a preços pra lá de convidativos (garrafas de 600ml de Kaiser a R$2,00, Polar a R$2,50 e Original/Serramalte a R$3,00). E o melhor: não há cheiro de esgoto.

Há inconvenientes, claro. Em certo momento formam-se filas para comprar bebidas, assim como para ir no banheiro, mas ambas são minimizadas pelo bom humor e a eficiência dos atendentes que, obviamente, querem vender o máximo possível. Sobre o local há um prédio residencial, o que significa que, a qualquer momento, você pode ser alvejado por um balde d’água (ou coisa pior) jogado por um vizinho. E como literalmente centenas de pessoas acabam sendo atraídas pelo bom preço das cervejas, o trânsito no local acaba se tornando meio complicado.

Mas com seu descontraído clima de praia (difícil não se sentir no centro de Atlântida ou Capão), cerveja barata e a chance de encontrar conhecidos aleatoriamente, é uma alternativa mais do que recomendável à pose “blasé” do povo do Ossip. Resta saber quanto tempo irá durar até que vizinhos reclamam e, mesmo que o local não funcione como bar (eles só vendem cerveja, mas ninguém as bebe lá dentro), a Prefeitura acabe fechando o estabelecimento.