arte & eventos, esporteMarch 18, 2007 8:41 pm

Anúncios que podem ser de utilidade pública, dependendo do público, e que não caberiam em um “anota aí” fora de hora. Assim, informamos que:

1) Começam a ser vendidos nesta segunda-feira os ingressos para o show do Evanescence, no Gigantinho. Quem quiser ir ao estádio no dia 17 de abril, terá que arcar com R$ 80 para pista ou arquibancadas, ou R$ 150 para as cadeiras numeradas. Ingressos à venda no Bourbon Country e pela Teleentrega Opus, com maiores informações no link acima.

2) Também na segunda-feira, começam os jogos da fase eliminatória da Copa Gerdau de Tênis, recentemente alçada ao Grupo A da ITF, mais importante do tênis infanto-juvenil mundial. A competição, que vai até o próximo domingo, acontece na Associação Leopoldina Juvenil - categorias de 10, 12 e 18 anos -, e na Sogipa - 14 e 16 anos. A entrada supostamente é franca (se alguém encontrar um site que, ao invés de fazer um copy/paste do release que informa que as bolas utilizadas serão da marca Dunlop, se dê ao trabalho de informar ao público como proceder, por favor avise nos comentários), e o calendário de jogos pode ser conferido no link da competição.

3) Aproveitando o ensejo, termino lembrando que na noite de segunda tem “Juventude Enlouquecida” no Dr. Jekyll (Travessa do Carmo, 76 - Cidade Baixa), com shows de Tom Enola, Columbia e Dirty, esta última lançando CD e fazendo uma troca de guarda na bateria, onde Giana Cognato passará as baquetas para Gabriel Brust, enquanto se ausenta para uma viagem de um ano para Portugal. A lambança está marcada para as 23h - mas não deve começar antes de já ser terça-feira -, com ingressos a R$ 6,00 para quem chega antes da meia-noite, e R$ 10,00 para os que não gostam de ficar esperando muito.

esporteMarch 16, 2007 1:17 am

A rodada da Libertadores dessa semana só veio a coroar o atual estado dos dois grandes da cidade, deixando claras as razões pelas quais a vida do torcedor deve ser dura nos próximos meses. Os colorados já começam a se acostumar com a idéia de que o atual Campeão do Mundo, depois de ter caído na mais dura chave do campeonato, não deve passar da primeira fase. Com seu time disputando vaga com outros de qualidade bastante duvidosa, gremistas ainda podem sonhar com a possibilidade de uma ida à segunda fase, ao menos para garantir mais uns dólares no cofre do banco.

Internacional

A vitória acachapante do Vélez Sarsfield, nesta quarta-feira, mostrou um Inter sofrendo do mesmo problema que lhe custou o Gauchão do ano passado: Abel Braga. Seu contrato com os deuses do futebol parece que só ia até Yokohama, e é nítida a falta que fazem alguns jogadores-chave que deixaram o time depois da conquista do ano passado.

Quando todos davam como certa uma escalação com três zagueiros, vieram a campo apenas Índio e Wilson. Na armação, Michel e Gabiru, dois atacantes de origem jogando fora de posição e completamente perdidos, tendo que servir a um Fernandão ainda vergonhosamente fora de forma e um pobre Iarley, que pouco podia fazer nesta situação.

Como resultado, uma repetição da final do Gauchão de 2006, quando Abel também escalou quatro atacantes para tentar abafar o Grêmio: um meio-campo esvaziado, incapaz de criar algo para seus atacantes. Some a isso um time nervoso com a necessidade de vitória (Ceará levou um amarelo aos nove segundos e, junto com Wilson, saiu no lucro por não ter acabado expulso), e com 20 minutos de jogo o time argentino já ganhava por dois gols de diferença.

Para que ninguém duvidasse de sua convicção com o esquema tático, no intervalo Abel tirou Adriano e Iarley para botar, respectivamente, Alexandre Pato e Christian, transformando o lento Fernandão em armador. Criou-se um pouco mais de correria no ataque, devido à garra dos dois jogadores, mas o problema tático permanecia, bem como a superioridade do Vélez. Aos 35 do segundo tempo, o golpe de misericórdia de Escudero selou a goleada.

Em terceiro lugar com um ponto a menos e um jogo a mais que o Nacional, sobra aos colorados torcer por uma improvável vitória do fraco time do Emelec no próximo dia 22, para ficarem vivos na competição. No Gauchão, a campanha é igualmente fraca e o time corre o sério risco de também ficar pela primeira fase.

Grêmio

Embora tenha um plantel obviamente inferior ao grande rival, o Grêmio parece ter problemas bem menos complicados de resolver para se tornar um time que faz bonito diante da torcida. Em especial, paga os dividendos de ter sido armado em volta de um tipo específico de jogador e, subitamente, se ver sem ninguém para ocupar direito essa vaga.

Mano Menezes, ao contrário de seu colega no Beira-Rio, fez sua fama em torno de times com jogadores limitados mas bem armados. Mesmo com o time que conquistou a Segundona, no entanto, ele sempre pôde contar com um jogador diferenciado para criar situações de gol. Em 2005 foi o garoto Ânderson, ano passado foram Hugo e Léo Lima, o qual deveria repetir o papel neste início de 2007, enquanto o Grêmio gastava em jogadores para posições mais deficitárias.

Com a incapacidade do jogador de se comportar como uma pessoa civilizada, no entanto, Mano subitamente teve que montar um time sem nenhum jogador diferenciado para a armação. A solução encontrada foi largar o pepino no colo de Tcheco, que já demonstrou mais de uma vez não ter pique nem porte para jogar tão adiantado. Isso somado à lesão de Tuta, que se não é um centro-avante brilhante pelo menos mostrou ter o famoso faro de gol neste início de temporada, fez o Grêmio virar um time que toca muito a bola mas pouco cria.

É o que se tem visto desde a lesão de Tuta, e foi o que aconteceu nesta quinta-feira, em sua primeira derrota da temporada, diante do fraco Tolima. Com mais uma desastrosa apresentação de Tcheco, que em certos momentos do segundo tempo teve problemas até para dominar a bola, o tricolor simplesmente não conseguiu criar oportunidades para se aproveitar da insegura zaga colombiana e do péssimo goleiro Julio.

Ainda que tenha falhado no lance do gol, ao espalmar uma bola para frente, Saja foi essencial em evitar que a derrota fosse maior e, junto com William, foi o mais perto que o Grêmio teve de um destaque na partida. Outra coisa que tem chamado atenção no time é sua apatia, a falta de alguém que grite com os colegas, empurre o time pra frente e mostre garra.

Por ora, a classificação do Grêmio à próxima fase ainda parece bastante possível, mesmo com a derrota de hoje. E no Gauchão, mesmo sem grandes apresentações nos últimos jogos, o time permanece sendo suficientemente superior ao resto e já garantiu sua classificação.

Mas enquanto depender de Tcheco como cérebro e criador, deve continuar a causar nervosismo nos torcedores, e a contusão de Kelly não dá muito espaço para esperanças de uma solução em breve. O surgimento de algum verdadeiro líder dentro de campo, por sua vez, também não seria ruim - minha aposta é nos argentinos Saja e Schiavi, assim que vencerem a barreira da língua e estiveram mais entrosados com os colegas.

esporteDecember 17, 2006 9:24 am

Parabéns ao colorado de glórias, orgulho do Brasil.

Foto da camiseta do campeão do mundo, do Flickr de Carlos Flores (agora faltam duas estrelas)

esporteDecember 13, 2006 9:34 am

Um belo estádio, gramado irretocável e uma transmissão televisiva de primeiro mundo. Em uma rápida olhadela na TV, alguém até poderia achar se tratar de um bom jogo da Copa da UEFA. Mas lá estavam Internacional e Al-Alhy, e quem ficou pelo menos cinco minutos à frente do televisor rapidamente descobriu que, sob o verniz da superprodução, tínhamos um jogo não muito diferente do que vimos ao longo do Brasileirão deste ano.

O nervosismo do time gaúcho, especialmente no início da partida, já era esperado. Com poucos jogadores experientes neste tipo de competição, e ansiosos pela oportunidade de finalmente estrear no Mundial, os colorados começaram afobados, jogando sem nenhuma dedicação tática. Não muito diferente do que se viu na final do Gauchão, quando Abel também teve diante de si um time muito inferior e achou que bastava botar seus jogadores em campo para ganhar a partida.

A surpresa, no entanto, foi o sufoco ter durado até o final do jogo. Com um time nitidamente superior, o Internacional não conseguiu em nenhum momento tomar conta do jogo. Dava espaços - especialmente pelo lado esquerdo -, não conseguia armar jogadas e acabava apelando ao chutão pra frente. O primeiro gol acabou saindo (aos 23 min) de uma infelicidade de um zagueiro egípcio que, ao tentar tirar a bola de Fernandão, a entregou nos pés de Alexandre Pato, abandonado pelos zagueiros por estar em posição de impedimento.

Impedimento, inclusive, foi o que a grande promessa colorada mais fez no jogo. Iarley e Alex também tiveram dificuldades em evitar a antecipação da zaga do Al-Alhy. No fim das contas, os três tiveram atuações bastante discretas, e Pato ainda demonstrou estar longe do preparo físico ideal, tendo que ser substituído no meio do segundo tempo com cãibras. O que, no fim das contas, se mostraria providencial, já que o jogo seria resolvido em uma cabeçada de Luiz Adriano, que o substituiu.

Só quem não decepcionou foram Fernandão e Clemer. Mesmo jogando um pouco mais atrasado que de costume, o atacante foi o cérebro do time e não houve uma jogada de perigo do Inter que não passasse por seus pés. Diante da pouca produção de Alex e Iarley, é difícil entender por que Abel não colocou Vargas em campo antes, para liberar seu único jogador que produzia alguma coisa. Clemer, por sua vez, voltou a mostrar a mesma sorte que teve na Libertadores, quando uma bola na trave voltou no seu braço mas não foi para o gol. E também acabou fazendo uma cagada, que resultou no único gol do Al-Alhy: ao sair da área para espantar uma bola na lateral, demorou para voltar para o gol, ficando mal posicionado para defender a cabeçada de Flávio.

Mas que o resultado e o fato de eu só ter falado do Internacional não engane o leitor: o jogo foi parelho do começo ao fim, e poderia, facilmente, ter terminado empatado e forçado uma prorrogação. Fossem os atacantes do Al-Alhy um pouco melhores, e poderiam até ter ganhado a partida, tendo botado uma bola na trave e tido outra chance clara de gol quando um perna de pau deu um voleio na frente do gol colorado que deve ter mandado a bola para Okinawa.

No fim, a vitória colorada foi justa pela melhor qualidade individual de seus jogadores, e pelo oportunismo de Alexandre Pato e Luiz Adriano. Mas o sufoco passado diante de um time fraco há de servir para que o time colorado desça dos saltos e se dê conta que há muito a ser trabalhado até o domingo. Em não ocorrendo alguma zebra no jogo de amanhã, o Barcelona é franco favorito para levar este Mundial.

esporteNovember 29, 2006 5:17 am

Qualquer pessoa que tenha assistido à última Copa do Mundo de futebol, na Alemanha, deve ter se maravilhado com esse estádio aí em cima. Reformado pela mesma empresa holandesa responsável pelo moderníssimo estádio do Ajax, o Olympiastadion de Berlim foi uma das estrelas da competição.

Pois a Amsterdan Arena Advisory deve assinar hoje um contrato com o Grêmio para a construção de um novo estádio para o time gaúcho. O projeto, segundo as informações da Zero Hora, deve ser similar ao do estádio do Ajax, uma arena fechada, com uma série de facilidades extra-futebol, como shopping center, hotel e centro de convenções.

Ainda não se sabe se o novo estádio será no mesmo lugar em que hoje está o Olímpico, ou em algum local mais adequado ao tipo de infra-estrutura que o acompanhará (espero que isso signifique que um amplo estacionamento seja parte do projeto).

A notícia que certamente desagradará a maioria dos gremistas é o fato de que, seguindo uma tendência mundial, a nova casa do time não manterá o nome de Olímpico, ganhando o nome de alguma empresa internacional em troca do financiamento de 30% dos custos de construção. Mas antes de se desesperar, é bom lembrar que mesmo carregando o nome de Kyocera Arena após sua reforma, ninguém deixou de chamar o estádio do Atlético-PR de Arena da Baixada.

Realmente preocupante, no entanto, é pensar que junto com essa novidade pode vir outra coisa característica do futebol no primeiro mundo: ingressos caríssimos. Já estou prevendo um post indignado do Xinho.

esporteAugust 23, 2006 5:47 pm

Depois da conquista da Libertadores da América, os colorados se perguntam onde o clube vai colocar a estrela referente ao título na sua nova camisa.

Pois o Internacional ainda não sabe. E as opções são:

1) Acima das quatro já existentes (que indicam três Brasileiros e uma Copa do Brasil);
2) No meio das quatro, em tamanho maior;
3) As quatro estrelas seriam trocadas por uma só, começando uma nova contagem.

A Reebok, responsável pelo material esportivo colorado, vai apresentar seis amostras. Há dúvida também quanto a cor da estrela, que pode ser branca, amarela ou dourada.

Enquanto isso, a Loja do Inter vende as camisas personalizadas dos jogadores que disputaram a Libertadores por R$ 139,90 (apenas R$ 10 a menos do que antes), inclusive de alguns que deixaram/estão deixando o clube, como Tinga e Rafael Sobis.

foto do Flickr de Amanda Posselt

esporteAugust 16, 2006 11:58 pm

PARABÉNS, COLORADO, CAMPEÃO DA LIBERTADORES 2006.

Solon Brochado: ao invés de escrever um post separado sobre o assunto, achei mais correto escrever o que me cabe deste latifúndio por aqui mesmo. Quem me conhece, sabe muito bem que sou gremista, mas que não dou a menor bola para futebol. Assim sendo, posso dizer sem medo que estou feliz pela conquista do Internacional.

Já fui tirado para arrogante várias vezes por isso, mas repito: é só mais um título. Não vai mudar nada na vida de ninguém, daqui uma semana será apenas mais uma boa lembrança para a nação colorada. Vai servir para estúpidas discussões infantis, como sempre serviram o Brasileiro invicto em 79 ou o tal “Gre-Nal do século”, mas não mais que isso.

Por isso, fico feliz que tantos amigos colorados, que gostam de futebol e por tantos anos sofreram com a seca de títulos, possam agora estar na Goethe enchendo a cara, comemorando um título que já viram o Grêmio levantar duas vezes e não tinham esperança de conseguir tão cedo.

E também espero que, com isso, a estúpida rivalidade entre gremistas e colorados possa começar a voltar a um patamar saudável. Fazer piadas, tirar sarro do amigo quando o time vai mal, tudo isso é legal, e inclusive aproxima as duas torcidas, que acabam sofrendo juntas durante os jogos, ainda que querendo resultados contrários.

Agora, ficar de má vontade com alguém por causa do time pro qual ele torce, brigar de verdade, destruir carros, vandalizar ônibus e estádios, tudo isso é coisa de gente que merece ser internada. De repente com esta conquista, o pessoal possa voltar a se dar conta de que é só futebol, e não muda a vida de ninguém.

bandeira do clube do povo do Rio Grande do Sul, do Flickr de Codevilla, que também postou fotos direto da torcida do Inter no Beira-Rio pelo celular

esporteJuly 31, 2006 7:14 am

depredação no Beira-RioMais um Gre-Nal, e mais histórias de violência e depredação. Desde que me conheço por gente, me lembro de ver imagens da torcida colorada derrubando grades, quebrando o cimento das arquibancadas ou arrancando cadeiras no Olímpico, e da torcida gremista fazendo exatamente a mesma coisa no Beira-Rio. Também já vi gente jogando rojão e foguetes na torcida adversária, quebrando carros, fazendo arrastão na saída de jogos e outros comportamentos parecidos.

E durante todo este tempo, duas coisas continuam a me impressionar: a leniência da torcida em geral, e a aparente vontade dos dirigentes de que este tipo de coisa continue se repetindo até que tenhamos por aqui uma tragédia como a do Pacaembu em 1995. Experimente sugerir que se aplique por aqui alguma das soluções utilizadas para acabar com os hooligans ingleses, e os torcedores rapidamente responderão que “ah, mas aqui é o Brasil, essas coisas não funcionam”.

Já os dirigentes, que depois de um dia como o de ontem deveriam se juntar para trabalhar em soluções conjuntas para lidar com suas torcidas, são rápidos em continuar a provocação. Na hora em que os banheiros químicos começavam a ser depredados, o presidente do Inter dizia que isso é coisa “de quem não está acostumado a jogar na primeira divisão“. Depois do jogo, um assessor do Grêmio disse que a culpa era da direção colorada, que teria provocado a torcida gremista.

Com isso, a imprensa volta a falar em fazer clássicos com a presença apenas da torcida da casa. Eu tenho uma proposta mais radical: fazer clássicos sem torcida. Primeiro, porque se os clubes e a polícia vão declarar sua incompetência em manter a ordem nos estádios, que prejudiquem ambas as torcidas e, quem sabe, façam estas pressionarem por uma solução de verdade para a situação. E segundo porque, de repente, se o furdunço começar a pesar no bolso dos dirigentes, estes também se sintam obrigados a fazer alguma coisa para efetivamente controlar a arruaça.

De resto, no caso de alguém realmente tentar implementar esta história de torcida única em clássicos, vou ficar em casa torcendo para estar equivocado na minha impressão de que a torcida adversária vai ficar do lado de fora do estádio só esperando o fim do jogo para desencadear uma depredação em massa da região.

Por fim, uma dúvida: se o Grêmio perder o mando de campo por algum jogo, onde ele vai jogar? No Beira-Rio?

esporteJuly 28, 2006 3:55 am

Daniel Boucinha, Internacional Na falta de um colorado no staff deste blog, sinto-me na obrigação de convocar a torcida vermelha a assistir ao próximo jogo do Inter pela Libertadores no Beira-Rio, na quinta-feira da semana que vem. Uma vitória simples basta para a classificação para a final.

Na primeira partida pela semifinal da competição, o time teve o apoio de 3 mil colorados que foram até Assunção, no Paraguai, jogou melhor do que o Libertad, mas não conseguiu sair do 0 a 0. Rafael Sobis (foto), responsável por boa parte das jogadas perigosas do time, acertou uma que outra bola no gol, sem grandes dificuldades para o goleiro paraguaio. O único momento em que pensei que o Inter ia perder foi um lance bisonho do Clemer – a bola bateu no travessão, nas costas do goleiro e saiu, por pouco não foi um frango. Mas meu objetivo não é comentar os lances do jogo (o que pode ser lido aqui, aqui e aqui)…

Se o Inter conseguir a proeza de chegar à final da Libertadores (e não parece muito difícil, já que o Libertad não mostrou um grande futebol nesta quinta-feira), Porto Alegre voltará a ter um time finalista depois de 11 anos, quando o Grêmio venceu o Atlético Nacional da Colômbia e foi bicampeão da América. E o Beira-Rio sediará por dois anos seguidos uma final – no ano passado, para quem não lembra, o estádio foi alugado para o Atlético Paranaense disputar o título contra o São Paulo. Força, Inter.

esporteJuly 5, 2006 10:26 pm

Com a pífia participação brasileira na Copa da Alemanha, não devemos ver grandes transações envolvendo jogadores da Seleção para a próxima temporada européia. No entanto, os torcedores gremistas receberam uma ótima notícia nesta semana: Gilberto quer voltar para o Tricolor porto-alegrense.

Parece que o lateral-esquerdo que hoje joga no Hertha Berlin, da Alemanha, anda querendo voltar para o Brasil, mais especificamente para Porto Alegre e para o time onde foi campeão da Copa do Brasil em 2001. Depois de contratar o centroavante Rômulo junto ao Ituano, a direção do Grêmio disse que não traria mais nenhum jogador ao grupo este ano, mas a possibilidade de contar com o melhor jogador do país em uma posição que é uma das maiores deficiências do time deve ser suficiente para que mudem de idéia.

Como gremista, confesso que não me incomodaria com tal demonstração de falta de coerência por parte da direção. Resta, apenas, saber se o presidente Paulo Odone e o resto da atual administração terá, além de vontade, os meios para entregar este presente aos torcedores do Grêmio.

comida, esporteJune 27, 2006 5:46 am

Calma, gente. Na pior das hipóteses, são mais duas semanas e quatro jogos. Então, quem não agüenta mais ouvir falar em Copa do Mundo, Seleção Brasileira, Ronaldo, gordo, bêbado e futebol, por favor, não desista desse humilde blog. Daqui a pouco voltamos à nossa programação normal.

Aos que não se cansam e ao final do dia 9 de julho já estarão contando os dias para a próxima Copa América, ou juntando dinheiro para ir à Áustria para a Euro 2008, ficam aqui as dicas de lugares com programação especial para o longo almoço desta terça-feira:

  • Mulligan (Rua Padre Chagas, 25 - Moinhos de Vento): rodada de Guinness em cada gol brasileiro é a melhor, mas não única razão para ir ao simpático pub irlandês para assistir à pelada. Que eu saiba, não é necessário pagar entrada.
  • Dado Bier (Avenida Túlio de Rose, 80 - Shopping Bourbon Country): camiseta temática para a torcida, banda de pagode, telão e rodada de chopp para cada gol da seleção. A brincadeira sai por R$ 30, mas o estacionamento é farto e pode-se sair dali pro cinema ou ir no Bourbon comprar uns engradados de cerveja e terminar os festejos em casa.
  • Barbazul Cocktail Pub (Av. Itaqui, 57 - Petrópolis): segundo as informações do !ObaOba, não há grandes atrações além de um telão passando o jogo, seguido de show da banda Bravo. Ingresso a R$ 10.
  • Opinião Bar (Rua José do Patrocínio 834 - Cidade Baixa): em parceria com a Paquetá, o bar tem todo um pacote preparado para quem quiser acompanhar os jogos por lá. Dose dupla de cerveja, camisetas especiais e uma mega festa em caso de o Brasil levar o hexa. O “kit Torcida Mão na Taça Paquetá, Ipanema e Opinião” custa R$ 29,90 e está a venda em lojas Paquetá cidade afora.
  • Altos do Mercado Público (Largo Glênio Peres, s/n° - Centro): promovida pela prefeitura de Porto Alegre, a transmissão em dois telões deve ter a presença do prefeito em exercício e alguns secretários. É de graça, o cheiro de peixe é inescapável e você pode tomar uma Bomba Royal na lendária Banca 40 para comemorar a vitória. Se o frio for muito, um “violento mocotó” no Naval pode ser uma boa pedida.

Enfim, assistindo ao jogo ou não, onde quer que estejam, divirtam-se crianças.

(foto do Flickr! de andrewkinney)

arte & eventos, esporteJune 24, 2006 2:26 am

Desde o dia 7, estão em exposição na Galeria Gravura 11 pinturas do talentoso (e premiadíssimo) ilustrador e caricaturista Gilmar Fraga.

A exposição individual tem como tema central o futebol e termina justamente um dia antes da final da Copa do Mundo. As telas são obras feitas a partir de 2004 (entre elas essa aí ao lado, o Zagueiro Croata).

Quem não conhece o trabalho dele, pode conferir no Flickr.

O quê? Exposição Quadro a quadro - pinturas do futebol-arte
Quando? Até 8 de julho, de segunda a sexta-feira das 9h30min às 18h30min e sábado das 9h30min às 13h30min
Onde? Galeria Gravura - Rua Corte Real, 647

esporte, cervejaJune 21, 2006 7:59 pm

Não sou muito fã da idéia de assistir a jogos de futebol entre muita gente, ainda mais se forem estranhos um pouco bêbados. Mas como sei que, para muita gente, a graça da Copa do Mundo está em ir para um bar lotado, encher a cara e ficar chamando o Ronaldo de gordo, deixo minha sugestão para o jogo desta quinta-feira contra o Japão: Mulligan (Rua Padre Chagas, 25 - Moinhos de Vento).

Primeiro, a cada gol do Brasil você ganha um pint de Guinness por conta da casa. Além disso, cada pint que você tomar (pagando, obviamente) dá direito a um cupom, que é depositado em uma urna no bar. Ao final da partida, os cupons são reunidos e um sortudo ganha uma camiseta oficial da Seleção Brasileira personalizada, com o nome dos times bordados sob o escudo e com o símbolo da Guinness na barra.

Além de tudo isso, você também pode aproveitar o momento e, se ainda não o fez, cadastrar-se no “100 pint club”, uma espécie de clube de fidelidade que lhe premia, ao beber 100 pints, com uma camiseta especial e seu nome numa placa comemorativa que fica na parede do caixa. E sempre lembrando que os comentários estão aí para quem tiver outras sugestões.

trânsito, esporteJune 13, 2006 3:34 pm

Repartições públicas e bancos fecham mais cedo, alunos não terão aulas e as sinaleiras da cidade serão adiantadas. Sinceramente, como acho que a excessiva velocidade das sinaleiras porto-alegrenses é responsável por boa parte dos engarrafamentos da cidade no horário de pico, não consigo imaginar que a medida da EPTC irá ajudar em muito o trânsito nesses dias de jogo. Mas, ninguém poderá acusá-los de não tentar.

música, esporte, ambienteMay 6, 2006 3:28 am

Três dicas para quem vai passar o fim de semana em Porto Alegre, para gostos e bolsos diferentes:

1) Desde o dia 25 de abril, está montada junto à Usina do Gasômetro a exposição itinerante Água para a vida, água para todos, promovida pela ONG WWF-Brasil. Instalada em uma carreta, a mostra traz maquetes, mapas, audiovisuais, jogos e até um espaço sensorial para falar da importância da preservação dos recursos hídricos. Durante a semana, as visitas são dedicadas às escolas. Nos findis, ao público em geral. Cansou de levar o sobrinho para passear no parquinho da Redenção? Taí uma boa alternativa. Vai até o dia 14 e é grátis.

2) Encerrando o Campeonato Brasileiro de Pára-quedismo das Forças Armadas, militares pousarão na platéia do Anfiteatro Pôr-do-Sol, também à beira do Guaíba, hoje e amanhã. O espetáculo muticor pode ser apreciado pelos curiosos, obviamente, também de graça.

3) Quem perdeu a chance de gastar de R$ 60 a R$ 120 para ver Marisa Monte no show Universo Particular ainda tem chance no sábado e no domingo. A apresentação de quase duas horas é uma apresentação de seus dois últimos trabalhos (Universo ao meu redor e Infinito Particular) e traz também músicas de outros álbuns da cantora. Os ingressos estão no Teatro do Sesi, no Bourbon Country, no Zaffari Menino Deus e na Telentrega Opus (3299-0800).