Há algum tempo, o ClicRBS, principal portal de conteúdo do Estado, passou por uma grande reformulação visual. Ao invés da cara clássica de portal, eles optaram por um visual mais próximo de um mural de recados, separando o conteúdo por áreas ao longo da capa.
Eu não gostei muito, tive uma impressão de menor organização e unidade do que a antiga capa. Algumas coisas, por outro lado, como o fim dos links em javascript que impediam que eles fossem abertos em novas janelas ou tabs, foram excelentes.
Um detalhe, no entanto, chamou a atenção de vários conhecidos: a mensagem exibida no caso de se tentar acessar o ClicNessa, canal de cultura do portal. Parecia estranho que o novo site fosse ao ar com uma parte inacabada, e sem data específica para voltar ao ar.
Pois, como finalmente todos podem comprovar, se tratava do que me parece uma tentativa de marketing viral para promover um novo produto a ser lançado pelo grupo. Quem não viu outdoors com perguntas como “quer achar apartamento?” espalhados pela cidade? Ou propagandas similares na TV, dizendo que “o aga vai entrar em sua vida” ou coisa semelhante?
Lançado hoje, o Hagah é a resposta do pseudo-mistério. É uma versão turbinada do ClicNessa, com mais conteúdo produzido pelo pessoal do portal, como dicas de compras de imóveis ou comentários sobre mercado de automóveis. O visual, no entanto, é exatamente o mesmo do novo ClicRBS (no qual o Hagah já está linkado, inclusive).
Como tentativa de marketing viral, a idéia foi uma catástrofe completa. Muita gente ficou sabendo do que se tratava com antecedência (eu sabia há, pelo menos, uma semana), e ainda assim a história não parece ter rendido muita curiosidade por parte de ninguém. Fiz uma rápida busca pelo Google e Technorati, e não consegui achar nenhum post falando sobre isso. Nenhum veículo da RBS (a ZH, em especial, parecia mandada fazer para isso) tentou repercutir o mistério.
No mais, apesar das intenções de fazer o site ter um visual “Web 2.0″, inclusive com uso de AJAX em alguns lugares, o resultado final não me agrada. Achei a interface feia e muito pouco prática (experimentem entrar na área de roteiro e procurar os filmes que estão passando em Porto Alegre). O conteúdo ainda é escasso, mas fontes seguras dizem que a partir dessa sexta-feira o canal começa a receber um fluxo constante de notícias e colunas por parte da equipe do Clic. E, no fim das contas, é isso que realmente vai interessar para que ele seja uma ferramenta útil.