comidaOctober 13, 2006 3:00 pm

1) O café será a estrela do fim de semana na praça Mario Quintana do Shopping Iguetemi. Entre sábado e domingo, das 10h às 22h, é lá que acontece o 2º Campeonato Regional de Baristas.

No sábado ocorre a etapa a classificatória e no domingo, a final. São 24 baristas (profissional especializado em cafés de qualidade e que trabalha criando novas bebidas tendo como base o café) gaúchos e catarinenses. Os concorrentes terão 15 minutos para preparar, em ordem, quatro expressos, quatro cappuccinos e quatro bebidas de criação própria.

Deve ser divertido assistir à competição, mas bom mesmo seria poder provar as “obras” dos concorrentes.

2) O StudioClio volta a oferecer o curso História Cultural do Vinho: Ciência e Poesia, com a participação dos professores doutores José Luiz Rodrigues (presidente da SBAV), Jorge Ricardo Ducati (astrônomo e viticultor) e Ana Maria Lisboa de Mello.

O curso terá três encontros, sempre às 19h30min, e começa em 17 de outubro. Além das aulas, haverá degustação de vinhos. O preço só é um pouco salgado: R$ 120,00 (público geral), R$ 108,00 (estudantes e professores) ou R$ 96,00 (conveniados). Interessou? Então liga (51) 3254-7200

3) Se o seu negócio é mesmo degustação, a Expand Wine Store oferece o curso básico. Nos dias 19 e 20 de outubro, a enóloga da casa, Josi Cardoso, dará noções sobre história do vinho, cultivo e degustação. Apesar de básico, o curso também não é barato: R$ 120,00 por pessoa (grupo mínimo de 8 pessoas e máximo de 12). Mais informações: (51) 3328-2983.

4) Quem tem talento na cozinha pode preparar uma receita especial de Natal ou Ano-Novo e participar do concurso do caderno Gastronomia de Zero Hora. Pode ser salgado ou doce. Basta enviar até o dia 20 de novembro para o Concurso Gastronomia de Receitas de Final de Ano. O endereço e-mail é gastronomia@zerohora.com.br.

comidaOctober 9, 2006 7:21 pm

Há cerca de um mês, a busca por novos sabores levou o Träsel ao restaurante La Sereníssima, no bairro Tristeza. Ao escrever sobre a experiência no Garfada, ele fez um comentário que me deixou duplamente contrariado, ao dizer que “creio que a maioria dos leitores compartilha a idéia de que a zona sul é um deserto gastronômico, excetuando-se a churrascaria Fogo de Chão“.

Como em agosto já falávamos no fim da Fogo de Chão, tomei isto como demonstração de que ele não acompanhava o PAlegre. E como morador de Ipanema e eterno defensor das vantagens de se morar na parte menos “desenvolvida” da cidade, não gostei da óbvia demonstração de ignorância das coisas que a região tem a oferecer.

Assim, nada mais justo, creio, do que demonstrar que a zona Sul da cidade pode não ter a melhor variedade gastronômica de Porto Alegre, mas que está longe de ser um deserto gastronômico. Senão, vejamos:

(more…)

comida, vinhoSeptember 26, 2006 10:54 am

No dia 29 de agosto, a Assembléia Legislativa aprovou por unanimidade um projeto de lei do deputado Estilac Xavier (PT) que reconhecia o vinho como alimento. A idéia era diminuir os tributos sobre a bebida, incentivando o consumo consciente e dando uma ajuda aos vinicultores. No último dia 22, o governador Germano Rigotto vetou o projeto, depois de incansável cruzada de médicos e ONGs, liderados pelo Simers.

No Brasil, em torno de 50% do preço de uma garrafa de vinho é causado por impostos. Como resultado disso, a bebida se torna cara e os produtores brasileiros acabam não podendo ser competitivos com países como Argentina e Chile, onde os impostos são bem mais suaves. Com a nova lei, deputados e vinicultores esperavam mudar este panorama, incentivando o seu consumo no lugar de bebidas mais nocivas.

Em países como França e Luxemburgo (onde não tenho notícia de o vinho ser um problema de saúde pública), a média de consumo pode chegar a mais de 60 litros per capita por ano. Aqui ao lado, na Argentina, o número ultrapassa os 30 litros. No Brasil, pouco mais de 1,5 litro - enquanto o consumo de cachaça fica nos 15 litros (1,25 litro por mês).

Segundo o governador, a causa dos vinicultores é justa, mas o projeto apresentado tinha lacunas importantes em reiterar que a venda de bebida alcóolica para menores é proibida e prejudicial, e que o vinho deve ser bebido em poucas quantidades para ter resultados benéficos. Deputados e produtores já começaram campanha para apresentar um novo projeto, que leve estes pontos em conta. Enquanto isso, projeto similar ao gaúcho anda pelos corredores do Senado, com a intenção de transformar o vinho em alimento nacionalmente.

Se a causa é justa ou não, cabe a cada um informar-se e decidir. Mas para quem, como eu e a Mirella, é chegado num bom vinho, vamos dar, nos próximos posts, algumas de nossas dicas de lugares onde comprá-los, com pelo menos uma sugestão de vinho abaixo de R$ 40 para comprar. Mas já aviso que quem quiser a belezura a ilustrar este post (não na safra 79 claro), pode escolher entre pagar cerca de R$ 20 mil na Expand, ou ir até Rivera e levá-lo por US$ 1230 no Siñeriz.

comida, solidariedadeAugust 26, 2006 4:33 am

Dois hambúrgeres
alface
queijo
molho especial
celoba
picles
em um pão com gergelim

Hoje, fazer o pedido acima em qualquer loja do Mc Donald’s significa contribuir (mesmo que pouquinho) com alguma instituição voltada ao combate do câncer infanto-juvenil. Como você já sabe, a renda arrecadada com a venda de Big Mac no Mc Dia Feliz é sempre revertida a uma dessas entidades. Em Porto Alegre, a beneficiada é o Instituto do Câncer Infantil do RS.

Além do dia inteiro voltado aos pedidos de Big Mac, o Mc Dia Feliz na Capital terá uma programação diferenciada. No Mc Donald’s da Avenida 24 de Outubro, das 18h à meia-noite, os DJs Fabrício Amaral (ex-BBB), Lê Araújo, Márcio Paz, Cabeção, Maurício S, Nando Barth e JZK serão responsáveis pela trilha sonora da função. Para alguns pode ser um atrativo.

comidaAugust 25, 2006 4:15 am

Pois parece que o pessoal da Fogo de Chão realmente não vai sentir falta nenhuma de Porto Alegre. Se alguém tinha alguma dúvida do sucesso da rede de churrascarias, esta notícia da Folha deve acabar com elas: um fundo de investimentos comprou 40% das ações da empresa pela bagatela de US$ 64 milhões. Sim, dólares.

A boa notícias é que, segundo a matéria, a entrada do dinheiro do Fundo GP deve servir para o investimento em mais casas da rede Fogo de Chão pelo país. Como churrasco bom nunca é demais, quem sabe assim possamos voltar a ver esta tradicional churrascaria de volta à cidade.

 

comidaAugust 21, 2006 4:32 am

Há algumas semanas, falei sobre o fechamento da Fogo de Chão, uma das mais tradicionais churrascarias da cidade. Nos comentários, o Firpo disse que se tratava de uma franquia, mantida por um ex-gerente dos tempos em que a casa era dos irmãos Coser, que provavelmente tinha resolvido mudar de nome para não pagar mais pelos direitos.

Neste domingo, finalmente, Zero Hora confirma a suspeita, informando que o antigo empregado resolveu deixar de atender ao público diferenciado a quem a Fogo de Chão tradicionalmente se presta, para buscar um público mais popular. O local, no entanto, continua sendo alugado dos irmãos Coser, que não descartam a possibilidade de voltarem a abrir uma filial porto-alegrense da churrascaria - em lugar mais nobre, para melhor competirem com Na Brasa e companhia, imagino.

Como já havia dito, acho uma pena que a cidade tenha perdido um nome reconhecido mundialmente como sinônimo de bom churrasco. E se alguém já tiver ido à Gaúcho Nativo que fica em seu lugar, que deixe seu comentário sobre as diferenças ou falta delas.

comidaAugust 6, 2006 11:03 pm

Gaúcho Nativo

Como comentei há alguns posts, sob a alcunha de churrasco escondem-se algumas maneiras diversas de preparar e servir carne assada. No Brasil e no mundo, a mais famosa delas é o espeto corrido: por um preço fixo, pode-se comer todos os cortes da casa, servidos diretamente no seu prato, em qualquer quantidade.

A história do espeto corrido, especialmente fora do Rio Grande do Sul, se confunde com a história da churrascaria Fogo de Chão. De propriedade dos irmãos Arri e Jair Coser, nasceu em 1979 num galpão de sapê na av. Cavalhada, zona Sul de Porto Alegre. Seis anos e algumas pesquisas de mercado depois, decidiram que a empreitada merecia ser levada à capital econômica do país e, em 1985, São Paulo foi apresentada a essa “nova” maneira de comer churrasco.

Enquanto isso, em Porto Alegre, o galpão original acabou pegando fogo e a churrascaria passou um tempo fechada, para depois abrir muito mais luxuosa e com um sistema mais parecido com o que gaúchos sarcasticamente chamam de “churrascaria de paulista”: cartões sobre a mesa - com um lado verde e outro vermelho - para indicar se o cliente ainda quer que lhe ofereçam carnes, enorme buffet de saladas e uma decoração luxuosa. Como resultado, a churrascaria começou a figurar entre todas as listas de melhores da cidade, mesmo que tenha ganhado uma certa antipatia do pessoal mais tradicionalista.

Nascido em 1979 no Hospital Vila Nova, morador do bairro de Belém Novo até o meu primeiro ano de idade, quando me mudei para a Ipanema em que moro até hoje, sempre tive a Fogo de Chão como referência de churrascaria em Porto Alegre. Além disso, a posição no acesso da Cavalhada à Av. Eduardo Prado tornava quase impossível que eu não passasse pelo menos uma vez por semana em frente à sua sede.

Isso tudo somado ao fato de que a churrascaria continua a expandir seus negócios pelo Brasil (depois de três filiais paulistanas, estão quase abrindo sua primeira loja em Belo Horizonte) e pelo mundo (são seis restaurantes nos EUA, inclusive em Beverly Hills e na capital federal), me deixa ainda mais incrédulo com a notícia que lhes repasso: depois de 27 anos, não há mais churrascaria Fogo de Chão em Porto Alegre.

No terreno que sempre ocupou, à Av. Cavalhada n° 5200, agora fica esta Gaúcho Nativo da foto que ilustra o post. No site da churrascaria, não encontrei nenhuma notícia sobre o acontecimento exceto o fato de que a sede porto-alegrense não consta mais da lista de endereços (ainda consta na versão em inglês do site). E até onde sei, a novidade não foi noticiada em lugar nenhum. Só fiquei sabendo da mudança porque, como disse, passo ali com razoável freqüência.

Churrasco é uma comida simples e que, com um mínimo de profissionalismo, depende apenas da qualidade da carne utilizada. Assim, exceto por tipos de corte ou acessórios (comida tropeira, saladas e quetais), não há diferença notável entre o churrasco servido pelas melhores churrascarias, como a Na Brasa ou Zelão.

Por isso, sempre achei estranho que a Fogo de Chão permanecesse na zona Sul da cidade, região residencial e tida por longínqua “zona rural” para moradores de bairros mais abastados, enquanto a competição se colocava em lugares muito mais nobres da cidade. Espero, então, que trate-se apenas de uma mudança de endereço e não da derradeira partida de um tradicional símbolo da culinária gaúcha para pagos mais lucrativos.

comidaAugust 1, 2006 6:34 pm

Usualmente, quando se fala em culinária gaúcha, se pensa automaticamente em churrasco. Mas a verdade é que sob essa alcunha se acomodam várias maneiras de se assar carne, todas com origens em comum com nossos hermanos uruguaios e argentinos. Agora, se tem uma comida que é caracteristicamente gaúcha e tem em Porto Alegre suas melhores expressões é o famoso xis.

O último causo do nosso amigo Leo Carvalho me lembrou que, há algum tempo, eu quero fazer uma degustação dos principais produtores da cidade aqui para o PAlegre. Até para deixar claro para os que são de fora a diferença entre o verdadeiro xis e aquilo que se come em outras partes do país (ou versões do cheeseburguer americano, ou o que por aqui costumamos chamar de “prensado”).

Assim, deixo a pergunta para nossos eventuais leitores: quais endereços não podem faltar? Speed Lanches, Cavanhas, Tia Zefa, Cláudio Lanches, Xis do Gélson (sim, ele ainda existe), Xis Moita, Lancheria Coqueiro, qual é o xis que vocês apresentariam para algum editor do Guia Quatro Rodas como exemplo máximo da culinária porto-alegrense?

comida, sorveteJuly 13, 2006 1:44 am

A caminho do aeroporto às 6h30 de terça-feira, um amigo brasiliense em sua primeira visita à capital gaúcha dizia que, se trabalhasse por aqui, ia querer fazê-lo no turno da tarde para não ter que sair da cama nas frias manhãs porto-alegrenses. Hoje, a temperatura na capital gaúcha chegou a 33ᵒC durante a tarde e bateu recordes para o mês de julho, enganando todas as plantas da minha casa que acreditam piamente que a primavera chegou.

Pois em homenagem ao calor precoce, nada melhor do que saborear o mais antigo e tradicional sorvete da cidade. Fundada em 1927, a Banca 40 do Mercado Público de Porto Alegre é, de nome, um comércio de frutas. Não por acaso, a maior parte de seus dez sabores (e os melhores) são de frutas, com menção especial ao de abacaxi. A outra especialidade da casa é a nata, uma espécie de chantilly, que acompanha quase todos os sorvetes da casa.

A receita mais famosa da banca é aquela ao centro da foto: a Bomba Royal. Inventada durante a Segunda Guerra a partir de uma sugestão de clientes, tem três sabores à escolha do cliente mais a nata sobre uma cama de salada de frutas sem caldo. Para ficar bonitinho, em cima vai um pedacinho de morango. Por R$ 5,75 come-se uma parte da história da cidade e ainda se sai plenamente refrescado.

As outras pedidas clássicas são a enorme banana split (R$ 7,25) e a salada de frutas com sorvete ou nata (R$ 4,50), todas elas feitas do mesmo jeito há 79 anos. Há ainda diferentes tipos de sundae, milk shake e a Torta Royal, uma fatia de sorvete de chocolate, creme e sonho de valsa, com cobertura de chantilly (R$ 5,25) e uma opcional mas recomendável calda de chocolate quente (que aumenta o preço para R$ 5,75).

Se você não trabalha na região, a melhor pedida é ir até lá de ônibus, já que estacionamento por ali só em caríssimas garagens pagas. Aproveite para diminuir o número de carros no caótico trânsito da cidade e para dar uma caminhada por um dos mais simpáticos bairros de Porto Alegre. E se você for lá no verão, talvez tenha dificuldades em conseguir uma mesa e certamente encontrará uma fila na hora de pagar. Mas pode ficar tranqüilo que o cheiro das peixarias não chega até ali e todo seu esforço será devidamente recompensado.

comida, vinhoJuly 12, 2006 12:48 am

Universo dos Vinhos Chilenos, brasileiros, argentinos, australianos, espanhóis, portugueses, franceses. A variedade de garrafas em promoção no Universo dos Vinhos, que vai até o dia 31 deste mês no estacionamento do Bourbon Country, é ótima. Mas não espere o mesmo das opções para degustação. A maior parte dos estantes oferece vinhos da Serra Gaúcha. Os demais, um que outro chileno, argentino ou australiano.

É bem verdade que ninguém é louco de ficar distribuindo litros e mais litros de vinhos mais caros, mas confesso que esperava um pouco mais do evento. Ainda assim, é possível conhecer vinhos bons e comprar vinhos excelentes por um preço mais em conta do que se está acostumado. E quem quiser provar todas as opções disponíveis, entre tintos (a maior parte), brancos e espumantes, pode deixar o Bourbon Country levemente embriagado.

Além da bebida, há degustação de frios (queijos, salames, mortadelas e peitos de peru). Baguetes e outros pães diversos podem ir para a cestinha, completando um tira-gosto (para alguns, uma refeição) tipicamente de inverno – pena que o tempo não anda ajudando muito.

Para concorrer a uma caixa de vinhos que será sorteada no fim de semana, basta preencher um formulário com nome, telefone e endereço mais a sua frase preferida entre as expostas nos estandes. A minha é “Se beber vinho fosse pecado, o paraíso estaria vazio”, um sábio provérbio francês.

comidaJune 29, 2006 6:02 pm

₢Solon Brochado Pois parece que a av. Ipiranga foi eleita o campo de batalha dos pastéis em Porto Alegre. Depois de o Cenoura Pastéis abrir uma filial na altura da Vicente da Fontoura, o “magnata dos pastéis” Georges está com uma versão moderninha e simpática na esquina da Getúlio Vargas.

Faz algum tempo desde minha ida à sede, na av. Sertório, mas a não ser que o local tenha passado por uma enorme remodelação visual, esta filial em nada lembra sua origem. O visual está mais para uma lanchonete americana retrô do que para a arquitetura pantoufle-noveau. O funcionamento, no entanto, é o mesmo: marca-se em uma comanda os pastéis desejados e eventuais bebidas, entrega-se a comanda à garçonete e espera-se uma média de 15 a 20 minutos para que o pedido surja sobre a mesa.

Há pastéis tradicionais (a R$ 1,50) e especiais (a R$ 2,00), além dos doces (se bem me lembro, também por R$ 1,50). Nesta ida, comi os de calabresa, portuguesa e “romeu e julieta”, enquanto minha respectiva resolveu vingar-se do frio com sabores praianos e atacou de siri e camarão, além de também pegar um de portuguesa.

Pois continuo a concordar com o júri da Veja, que considera este o melhor pastel da cidade. O recheio é um pouco mais farto do que de seu concorrente da rua, e a massa é mais seca e crocante, com mais jeito de pastel de verdade. O único dos que comi que sofria de um certo excesso de óleo era o de portuguesa, mas assim como o de marguerita do Cenoura, é algo meio inevitável.

Em nossa ida, passamos pelo desconforto de dois pastéis terem vindo errados. Mas tanto a garçonete como a gerente foram simpáticas e profissionais, e resolveram o problema sem nenhuma reclamação ou cara feia. O único inconveniente é que os pastéis demoram um pouco para serem fritos, o que quase nos rende um atraso indesejável.

No mais, é bom saber que o local fica completamente abarrotado em fins de semana, e que se você resolver ir lá agora no inverno, deve tentar sentar o mais longe possível das duas portas de entrada. Como o fluxo de gente entrando e saindo é grande, não são poucas as lufadas de vento gelado a entrar porta adentro.

comida, esporteJune 27, 2006 5:46 am

Calma, gente. Na pior das hipóteses, são mais duas semanas e quatro jogos. Então, quem não agüenta mais ouvir falar em Copa do Mundo, Seleção Brasileira, Ronaldo, gordo, bêbado e futebol, por favor, não desista desse humilde blog. Daqui a pouco voltamos à nossa programação normal.

Aos que não se cansam e ao final do dia 9 de julho já estarão contando os dias para a próxima Copa América, ou juntando dinheiro para ir à Áustria para a Euro 2008, ficam aqui as dicas de lugares com programação especial para o longo almoço desta terça-feira:

  • Mulligan (Rua Padre Chagas, 25 - Moinhos de Vento): rodada de Guinness em cada gol brasileiro é a melhor, mas não única razão para ir ao simpático pub irlandês para assistir à pelada. Que eu saiba, não é necessário pagar entrada.
  • Dado Bier (Avenida Túlio de Rose, 80 - Shopping Bourbon Country): camiseta temática para a torcida, banda de pagode, telão e rodada de chopp para cada gol da seleção. A brincadeira sai por R$ 30, mas o estacionamento é farto e pode-se sair dali pro cinema ou ir no Bourbon comprar uns engradados de cerveja e terminar os festejos em casa.
  • Barbazul Cocktail Pub (Av. Itaqui, 57 - Petrópolis): segundo as informações do !ObaOba, não há grandes atrações além de um telão passando o jogo, seguido de show da banda Bravo. Ingresso a R$ 10.
  • Opinião Bar (Rua José do Patrocínio 834 - Cidade Baixa): em parceria com a Paquetá, o bar tem todo um pacote preparado para quem quiser acompanhar os jogos por lá. Dose dupla de cerveja, camisetas especiais e uma mega festa em caso de o Brasil levar o hexa. O “kit Torcida Mão na Taça Paquetá, Ipanema e Opinião” custa R$ 29,90 e está a venda em lojas Paquetá cidade afora.
  • Altos do Mercado Público (Largo Glênio Peres, s/n° - Centro): promovida pela prefeitura de Porto Alegre, a transmissão em dois telões deve ter a presença do prefeito em exercício e alguns secretários. É de graça, o cheiro de peixe é inescapável e você pode tomar uma Bomba Royal na lendária Banca 40 para comemorar a vitória. Se o frio for muito, um “violento mocotó” no Naval pode ser uma boa pedida.

Enfim, assistindo ao jogo ou não, onde quer que estejam, divirtam-se crianças.

(foto do Flickr! de andrewkinney)

comidaJune 23, 2006 2:45 am

Viúvos e viúvas do Ribs, alegrai-vos.

Talvez não seja uma grande novidade para quem já freqüentava o The Best Food no Strip Center Assis Brasil, mas vale registrar que os lanches, pratos e milk shakes (!!!) dessa lancheria, agora com filial na 24 de Outubro, são iguais aos do finado Ribs – reza a lenda que os donos são ex-funcionários do Ribs que usaram as mesmas receitas. Infelizmente, eles ainda não têm cardápio disponível na Internet, mas para quem quiser conferir, eis as opções:

- Avenida Assis Brasil, 4320, loja 5. Pedidos por fone, das 12h às 22h, no 3340-4055

- Rua 24 de Outubro, 1320. Ou pelo telefone 3337-7761, entre 11h30min e 23h

Se me permitem uma sugestão, peçam o “The Best”, com hambúrguer de frango, bacon, queijo, alface tomate e molho rosé, acompanhado de seu milk shake preferido. Delícia.

comidaMay 6, 2006 3:37 am

Descobri no caderno Gastronomia publicado ontem em Zero Hora que há pelo menos mais um local (além dos três citados neste post) que vende bolo de rolo em Porto Alegre: o Terraço Café (Lopo Gonçalves, 39). E o melhor, o caderno deu uma receita da delícia. Lá vai:

BOLO DE ROLO

2 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
600g de goiabada
7 ovos
10 colheres (sopa) de
margarina
1 colher (sopa) de
fermento em pó
1 pitada de sal
Porções: 10

1. Preaqueça o forno em temperatura média.
2. Pique a goiabada em pedaços pequenos e leve ao fogo com 1/2 xícara de água, mexendo até que fique em consistência de chimia.
3. Para a massa, misture o açúcar e a margarina na batedeira até virar um creme.
4. Acrescente ao creme os ovos, um a um, batendo sempre.
5. Em outra tigela, misture a farinha ao fermento e ao sal.
6. Junte essa mistura ao creme anterior, até ficar bem homogêneo.
7. Unte com manteiga e farinha duas fôrmas de 35 cm x 38cm.
8. Coloque uma camada de massa em uma delas.
9. Leve ao forno por 4min ou até as bordas se desprenderem, sem dourar.
10. Retire, espalhe a goiabadae enrole a massa como rocambole. Reserve.
11. Espalhe uma camada de massa na outra fôrma e leve ao forno.
12. Repita o processo, até acabar a massa e a goiabada.
13. Cada nova massa assada vai sendo acrescida ao rolo anterior.
14. Ao final, polvilhe o bolo de rolo com açúcar de confeiteiro.

Para meu gosto, não precisa esse último tópico. Nunca comi um bolo de rolo com açúcar de confeiteiro.

comida, cidadeMarch 30, 2006 5:04 pm

Lavajato
Sertório com Pernambuco: lavagem Brandalise. O Barão mandou lavar seu coche lá por dentro, por fora e por baixo, por R$ 25. Não demorou meia hora, deram cafezinho e cadeira para ler no ar condicionado e ainda aceita Visa Electron.

Georges Pastel
Falaram do Cenoura Pastéis por aqui, com toda a justiça. Mas ali, também na Sertório, atrás do campo do Zequinha, está o magnata dos pastéis em Porto Alegre: Georges Pastel. Se como empresário ele parece estar atrás do Cenoura, que tem 3 filiais a pleno vapor, como novo-rico ele é imbatível.

Começou numa garagem, construiu um prédio de dois andares, comprou o terreno ao lado e construiu um prédio gigante, todo envidraçado, de estilo inexplicável. É o Georges Pub Pastel Bar Dance Hall - o pub com preço de boteco. Quem tirar uma foto e mandar para o Palegre ganha um pastel. Que é muito bom, por sinal.

Dá para deixar o carro na Lavagem Brandalise, pegar um ônibus no absurdo corredor da Sertório (troféu Açorianos de Pior Idéia Viária de 2001), comer alguns e voltar para buscar o brioso, que vai estar brilhando.