esporte, cervejaJune 21, 2006 7:59 pm

Não sou muito fã da idéia de assistir a jogos de futebol entre muita gente, ainda mais se forem estranhos um pouco bêbados. Mas como sei que, para muita gente, a graça da Copa do Mundo está em ir para um bar lotado, encher a cara e ficar chamando o Ronaldo de gordo, deixo minha sugestão para o jogo desta quinta-feira contra o Japão: Mulligan (Rua Padre Chagas, 25 - Moinhos de Vento).

Primeiro, a cada gol do Brasil você ganha um pint de Guinness por conta da casa. Além disso, cada pint que você tomar (pagando, obviamente) dá direito a um cupom, que é depositado em uma urna no bar. Ao final da partida, os cupons são reunidos e um sortudo ganha uma camiseta oficial da Seleção Brasileira personalizada, com o nome dos times bordados sob o escudo e com o símbolo da Guinness na barra.

Além de tudo isso, você também pode aproveitar o momento e, se ainda não o fez, cadastrar-se no “100 pint club”, uma espécie de clube de fidelidade que lhe premia, ao beber 100 pints, com uma camiseta especial e seu nome numa placa comemorativa que fica na parede do caixa. E sempre lembrando que os comentários estão aí para quem tiver outras sugestões.

cervejaMarch 29, 2006 11:51 am

Serem produzidas no Rio de Janeiro e terem toda sua imagem ligada à idéia de tropicaliente, malandros em roda de samba, suíngue e todo esse tipo de coisa, sempre foram razões para me fazer ter um pé atrás com as cervejas da Devassa. Mas como é de praxe, quanto maior minha implicância com elas, mais vontade tinha de prová-las.

Agora, enfim, é possível encontrar as Devassas em Porto Alegre, graças ao Mulligan (Rua Padre Chagas, 25 - Moinhos de Vento*). Em breve passada pelo local em uma happy hour de aniversário, na última terça-feira, resolvi tomar uma Devassa Ruiva, por eles denominada de uma “pale ale tropical”.

Fazia tempo que eu não experimentava uma cerveja e ela tinha exatamente o gosto que eu esperava. Os primeiros goles têm um gosto um pouco “defumado”, lembrando a pale ale da Eisenbahn, e que são ainda mais notáveis dado o aroma suave da ruiva. No entanto, como costuma ser o caso com cervejas brasileiras, o aftertaste é inexistente, o que só é agravado pelo fato de que o gosto como um todo se suaviza conforme o paladar se acostuma à cerveja.

O resultado final é exatamente o que eu esperava de uma cerveja carioca que se diz uma “pale ale tropical”: uma versão suave e mais aguada da clássica cerveja inglesa. A preço de cerveja importada (R$ 7,50 uma long neck de 355 ml), pode-se encontrar opções muito mais interessantes no variado cardápio do Mulligan.

    * Queria aproveitar para deixar registrada minha opinião de que, atualmente, não há melhor lugar para se tomar cerveja ou chope em Porto Alegre que este pub pseudo-irlandês na área mais badalada do Moinhos de Vento. São vários chopes (toda a linha Eisenbahn, Erdinger Weiβ e Dünkel, Kronenbourg, Beamish Ale e Guinness) e muitas cervejas (desde brasileiras comuns como Bavaria Premium e Heineken, até a exótica e ridiculamente cara Deus). Para ser perfeito, só falta darem um jeito de importar a Samuel Adams, minha cerveja predileta.
vida noturna, lugares, cervejaMarch 22, 2006 9:15 am

Alerto a todos os que ainda estão em clima de verão: a Chopperia, que fica no shopping Olaria (Lima e Silva, 776), está completamente fora de controle. Eles estão mantendo o tradicional happy hour com chopp à metade do preço, mas com uma diferença gritante: na segunda e na terça-feira, a promoção dura a noite inteira (e não somente das 18:00 às 20:00).

O melhor de tudo isso: chopp Heineken.

Vá.

cervejaMarch 18, 2006 9:27 pm

Meu veredito final é o mesmo do Träsel: a Stella Artois brasileira é uma cerveja apenas decente, cuja relação custo/benefício não é muito encorajadora. Verdade que também há opções muito piores no mercado, mas por R$ 1,99 uma long neck de 275ml é possível encontrar ofertas mais interessantes, como a uruguaia Patricia, ou as brasileiras Bavaria Premium (para os que gostam de uma pilsen leve) e Heineken (para um paladar mais “pesado”).

O grande trunfo desta versão tupiniquim da mais famosa lager belga é o gosto marcado de lúpulo, algo um pouco incomum no grosso de nossas cervejas. No entanto, o gosto dura o tempo em que a cerveja está sobre a língua e, depois que a engolimos, não há aftertaste algum para saborear. Curioso, considerando o quanto esta é uma qualidade importante na Artois belga.

Como esta não é a primeira vez que uma cerveja estrangeira ganha uma versão suavizada no Brasil (Carlsberg, Budweiser e mesmo a Heineken sofrem deste mal), não parece exagero imaginar que exista alguma pesquisa que demonstre ser esse o perfil do grande público da bebida no país. Afinal de contas, cerveja por aqui é sinômino de calor, beira de praia ou churrasco, sempre bebida em grandes quantidades.

O que explicaria o sumiço do aftertaste da Stella Artois original, já que o tempo que você passa apreciando este é tempo em que poderia estar bebendo mais. Enfim, parece que apreciadores de cervejas mais encorpadas e de gosto mais complexo devem continuar apelando para cervejarias artesanais (como Eisenbahn, Schmitt e Baden Baden), ou torcer por versões especiais da Bohemia (que ainda precisa se redimir das lamentáveis Royal Ale e Confraria).