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Depois de assistir ao show dos californianos do Pennywise, nosso colaborador Gustavo Faraon, mais conhecido como Xinho, conta suas impressões:

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Faltou pouco para que o show da banda californiana de hardcore Pennywise, ocorrido na noite de terça-feira, no PepsiOnStage, reunisse todos os quesitos necessários para o constrangimento máximo. Teve som ruim, mau desempenho da banda, gritos de “fuck off Bush” puxados pelo vocalista e até cover de Blitzkrieg Bop, dos Ramones. Só um eventual coro de “ah, eu sou gaúcho” seria capaz de piorar a noite.

O quarteto norte-americano subiu ao palco às 22h em ponto e foi saudada com entusiasmo pelos cerca de mil presentes, em sua maioria jovens entre 15 e 18 anos. Logo na primeira música, no entanto, o público se dividiu entre aqueles que pogavam em frenesi e os que se entreolhavam com cara de espanto. Isto porque, ao contrário da praxe musical, o som da banda principal estava muito pior do que a de abertura. E, justiça seja feita, desta vez não se podia culpar a arquitetura do local.

Vocal enterrado em baixo volume, guitarra com ganho exagerado e baixo “sujo” bem que poderiam ser encarados como características da banda. Mas não creio que resumir o som da bateria a estampidos provocados aleatoriamente no bumbo estivesse nos planos. As pedaladas graves encobriram caixa, tons e pratos durante toda a apresentação. As músicas só podiam ser reconhecidas pelo vocal, e muitas vezes apenas durante os refrões. Se a culpa parecia do pessoal da técnica, qualquer dúvida deixou de existir quando um convidado assumiu as baquetas por uma música e deixou claro que o vacilo era mesmo dos instrumentistas.

As tentativas do Pennywise de se comunicar com o público tampouco surtiram efeito. Nem mesmo os nomes das canções pedidas pelos fãs eram compreendidas pelos músicos. Talvez isso ajude a explicar o show de apenas uma hora de duração, trinta minutos a menos do que o estimado pela Opus, promotora do evento, e também a ausência de alguns dos maiores sucessos, como Peaceful Day e Alien.

Ainda assim, não faltou quem saísse empapado de suor e aparentando satisfação com a performance.