música, arte & eventosDecember 27, 2006 5:03 pm

Mas não custa lembrar: hoje tem show da Graforréia Xilarmônica, talvez a única banda gaúcha que realmente mereça o adjetivo de seminal. Devem estar ainda mais insuportáveis do que de costume, depois da vitória colorada no Mundial Interclubes.

A lambança será no Manara (Av. Goethe, 200 - Moinhos de Vento) - onde foi gravado o disco AO VIVO, que lá será lançado e vendido a R$ 10 ou coisa parecida -, às 23h. Ingressos, no local, a R$ 15. Apareçam.

esporteDecember 17, 2006 9:24 am

Parabéns ao colorado de glórias, orgulho do Brasil.

Foto da camiseta do campeão do mundo, do Flickr de Carlos Flores (agora faltam duas estrelas)

esporteDecember 13, 2006 9:34 am

Um belo estádio, gramado irretocável e uma transmissão televisiva de primeiro mundo. Em uma rápida olhadela na TV, alguém até poderia achar se tratar de um bom jogo da Copa da UEFA. Mas lá estavam Internacional e Al-Alhy, e quem ficou pelo menos cinco minutos à frente do televisor rapidamente descobriu que, sob o verniz da superprodução, tínhamos um jogo não muito diferente do que vimos ao longo do Brasileirão deste ano.

O nervosismo do time gaúcho, especialmente no início da partida, já era esperado. Com poucos jogadores experientes neste tipo de competição, e ansiosos pela oportunidade de finalmente estrear no Mundial, os colorados começaram afobados, jogando sem nenhuma dedicação tática. Não muito diferente do que se viu na final do Gauchão, quando Abel também teve diante de si um time muito inferior e achou que bastava botar seus jogadores em campo para ganhar a partida.

A surpresa, no entanto, foi o sufoco ter durado até o final do jogo. Com um time nitidamente superior, o Internacional não conseguiu em nenhum momento tomar conta do jogo. Dava espaços - especialmente pelo lado esquerdo -, não conseguia armar jogadas e acabava apelando ao chutão pra frente. O primeiro gol acabou saindo (aos 23 min) de uma infelicidade de um zagueiro egípcio que, ao tentar tirar a bola de Fernandão, a entregou nos pés de Alexandre Pato, abandonado pelos zagueiros por estar em posição de impedimento.

Impedimento, inclusive, foi o que a grande promessa colorada mais fez no jogo. Iarley e Alex também tiveram dificuldades em evitar a antecipação da zaga do Al-Alhy. No fim das contas, os três tiveram atuações bastante discretas, e Pato ainda demonstrou estar longe do preparo físico ideal, tendo que ser substituído no meio do segundo tempo com cãibras. O que, no fim das contas, se mostraria providencial, já que o jogo seria resolvido em uma cabeçada de Luiz Adriano, que o substituiu.

Só quem não decepcionou foram Fernandão e Clemer. Mesmo jogando um pouco mais atrasado que de costume, o atacante foi o cérebro do time e não houve uma jogada de perigo do Inter que não passasse por seus pés. Diante da pouca produção de Alex e Iarley, é difícil entender por que Abel não colocou Vargas em campo antes, para liberar seu único jogador que produzia alguma coisa. Clemer, por sua vez, voltou a mostrar a mesma sorte que teve na Libertadores, quando uma bola na trave voltou no seu braço mas não foi para o gol. E também acabou fazendo uma cagada, que resultou no único gol do Al-Alhy: ao sair da área para espantar uma bola na lateral, demorou para voltar para o gol, ficando mal posicionado para defender a cabeçada de Flávio.

Mas que o resultado e o fato de eu só ter falado do Internacional não engane o leitor: o jogo foi parelho do começo ao fim, e poderia, facilmente, ter terminado empatado e forçado uma prorrogação. Fossem os atacantes do Al-Alhy um pouco melhores, e poderiam até ter ganhado a partida, tendo botado uma bola na trave e tido outra chance clara de gol quando um perna de pau deu um voleio na frente do gol colorado que deve ter mandado a bola para Okinawa.

No fim, a vitória colorada foi justa pela melhor qualidade individual de seus jogadores, e pelo oportunismo de Alexandre Pato e Luiz Adriano. Mas o sufoco passado diante de um time fraco há de servir para que o time colorado desça dos saltos e se dê conta que há muito a ser trabalhado até o domingo. Em não ocorrendo alguma zebra no jogo de amanhã, o Barcelona é franco favorito para levar este Mundial.

arte & eventosDecember 12, 2006 8:07 am

Passava cinco minutos das 17h, quando dobrei a esquina da João Manoel com a rua dos Andradas, no centro de Porto Alegre. Imediatamente, voltei minha atenção em direção à Casa de Cultura Mario Quintana, procurando sinais de zumbis. Por duas vezes fui enganado pelos emos que costumam freqüentar o local aos fins de semana, mas enfim encontrei-os. Algumas noivas, um que outro cientista com o guarda-pó ensanguentado (um até com crachá da Umbrella Corporation), além dos organizadores do evento, com suas camisetas oficiais.

   

(se o slideshow acima diz que não encontrou foto alguma, clique aqui)

Minha expectativa era de que houvesse mais jornalistas e curiosos do que zumbis, de fato, na versão porto-alegrense da Zombie Walk. E num primeiro momento, foi o que aconteceu. Mas logo começaram a aparecer as pessoas devidamente paramentadas, quase todas saídas dos banheiros da CCMQ, onde um maquiador profissional tratava de deixá-las com um visual adequado à situação. No fim, segundo estimativas dos organizadores, 350 pessoas participaram da caminhada, entre zumbis, acompanhantes, mídia e curiosos. Minha suspeita é de que pelo menos 200 zumbis se arrastavam pelas ruas da cidade.

Pouco depois das 18h, os mortos-vivos começaram a caminhada. Na rua dos Andradas, os comerciantes fechavam as lojas, moradores se trancavam atrás das portas de entrada dos prédios, enquanto a criançada seguia o séquito extremamente interessada naquela passeata um pouco improvável. A presença de alguns zumbis coveiros, munidos de pás, acabou levando os organizadores a abortar a idéia de atravessar o shopping Rua da Praia, e acabaram subindo a Caldas Júnior (e atacando carros, motos, lotações e ônibus que atravessavam seu caminho) em direção à Praça da Matriz.

No coração administrativo do Estado, cercados pelo Tribunal de Justiça, a Catedral Metropolitana, a Assembléia Legislativa e o Palácio Piratini, a Zombie Walk mostrou a que veio: os zumbis se divertiram ao subir as escadarias da praça se arrastando, ou sendo atacados por estátuas e seguiram lépidos e faceiros pela av. Duque de Caxias. Não houve nem quem pensasse em convidar o governador Germano Rigotto, praticamente um morto-vivo à espera da troca de guarda no Piratini, a se juntar ao grupo.

Chegando à escadaria da av. Borges de Medeiros, nova indecisão por parte da organização em relação ao itinerário acabou dividindo os zumbis em dois grupos, que acabaram descendo por ambos os lados. Com os gritos de “miolos! miolos” e “aarrrghhh!”, ou os berros ensuredecedores de meninas zumbis, os moradores saíam às janelas de suas casas para ver o que acontecia. Quem passava de carro, sem fazer idéia do que se tratava, buzinava como se comemorasse a vitória de seu time no Brasileiro de futebol. Os mais curiosos perguntavam o que acontecia aos que estavam à paisana. A resposta, curta e grossa, era a mesma: “zumbis”.

No Largo dos Açorianos, uma pausa para retomar o fôlego. Alguns zumbis carregavam garrafas de Coca-Cola ou água mineral, compradas em paradas estratégicas em bares ao longo do caminho. Os únicos incansáveis eram os matadores de zumbis, vestidos como segurança de shopping ou o típico redneck norte-americano, que sempre se punham à frente do grupo, derrubando a tiros os zumbis que chegassem perto. Logo que a caminhada recomeçou, no entanto, um deles se viu preso sobre uma árvore com algumas dezenas de zumbis tentando desperadamente alcançá-lo.

Dali, o séquito seguiu pela Perimetral até o Parque Farroupilha (ou Redenção, para os mais chegados), com direito a parada para tirar dinheiro no caixa eletrônico do Banrisul ou para dizer a um senhor, sentado na parte de idosos de um ônibus que esperava a passagem dos zumbis, que “sua hora já está chegando e, logo, você vai estar entre nós”. No parque, confraternização com macacos presos no mini-zoológico, a perseguição de algumas crianças assustadas e uma foto oficial com todos os participantes em frente aos “arcos do triunfo”.

Por fim, a caminhada pela José Bonifácio até o ponto final da empreitada, na Cidade Baixa. Ao passarem em frente ao Zaffari da Lima e Silva, depois de mais de duas horas de caminhada, a tentação de cerveja gelada e amostras grátis de champanhe acabou sendo demais para os zumbis, que invadiram o supermercado e decretaram o fim da Zombie Walk Porto Alegre. Mas uma hora mais tarde, ainda era possível ver alguns zumbis espalhados pelos bares do bairro, comendo um xis e tomando cerveja.


vídeo do meu amigo Leandro Belloc;
mais vídeos e fotos estão disponíveis no site oficial da Zombie Walk.

vinhoDecember 11, 2006 10:53 am

Lembram da cena em “Uma Linda Mulher”, quando a personagem de Julia Roberts é enxotada de uma loja em Beverly Hills apenas por não parecer alguém com a classe e o dinheiro necessários para comprar algo lá? Pois, depois que comecei a me interessar por vinhos, sempre tive um certo receio de receber tratamento semelhante na Expand Wine Store (Av. Plínio Brasil Milano, 1085 - Higienópolis).

Mas a verdade é que não há razão para se preocupar. Afinal de contas, ao mesmo tempo em que tem lojas por todo o Brasil em regiões nobres das cidades - inclusive na Daslu, em São Paulo -, sua loja virtual é feita em parceria com as Americanas. Pela minha experiência, lhes garanto: mesmo sendo um ignorante sobre vinhos, usando um tênis furado e surrada calça jeans, e querendo vinhos baratos, a Expand é uma boa pedida.

Os vendedores são bastante simpáticos, entendem de vinho e dos produtos que vendem, e sabem fazer sugestões de acordo com o gosto e o bolso do cliente. Inclusive, quem quer gastar pouco não precisa se preocupar, pois há uma seleção razoável de vinhos entre R$ 10 e R$ 40. Além do que, normalmente são alguns destes que são separados para degustação, o que é uma vantagem no caso de não se conhecer muito os vinhos.

É possível, até, encontrar vinhos mais baratos do que em supermercados. A linha Trio, da Concha y Toro, por exemplo, que custa em torno de R$ 45 no Zaffari, sai por R$ 38 e alguns centavos na Expand. E você ainda tem a garantia de que o vinho foi guardado de maneira adequada. Mas, claro, se você tiver R$ 22.980 sobrando, pode comprar um Petrus 1998, ou levar um Romanée-Conti 2001 de barbada, por R$ 8.900.

Seja lá o que for que você resolver comprar, não esqueça de fazer seu cadastro com a loja, para ser avisado de promoções, cursos e degustações. As promoções costumam ter opções para todos os gostos e descontos bem razoáveis, e as degustações são uma bela maneira de conhecer novos vinhos gastando nada ou muito pouco.

A loja ainda oferece algumas frescuras, como uma confortável sala para degustação e uma sala para a guarda de vinhos mais especiais, climatizada, e com lugares que podem ser alugados por clientes que não têm local adequado em casa. E pra fechar o pacote, você pode passar n’A Queijaria, delicatessen que está a uma porta de vidro de distância e tem os queijos e quitutes certos para combinar com seu vinho.

Dica abaixo de R$ 40
Santa Julia Syrah Rosé 2005 (R$29,90) - Podemos estar no estado mais austral do país, mas isso não significa que nosso verão seja menos insuportável. Esta semana, inclusive, a previsão é de muito calor. Assim, nada mais justo do que recomendá-los este excelente rosé argentino.

Esta é não só uma boa opção de vinho para encarar as temperaturas sub-saarianas de nosso verão, mas também para acabar com alguns preconceitos correntes entre boa parte dos apreciadores brasileiros da bebida. Primeiro, a escolha um pouco incomum da uva Syrah faz deste um rosé surpreendentemente encorpado, com suficiente complexidade para agradar os mais empolgados fãs de potentes tintos. Mas, ao mesmo tempo, é um verdadeiro rosé, com a característica leveza e toque de acidez que tanto agradam os fãs de brancos.

Segundo, se você ainda acha que somente os chilenos fazem bons vinhos por estas bandas, ou que nossos hermanos só sabem produzir varietais de Malbec, eis aqui uma boa oportunidade para deixar de ser ignorante. Trata-se, aqui, de um vinho argentino, rosé e barato (Santa Julia é a linha de entrada da Familia Zuccardi), mas de qualidade absolutamente indiscutível.

Neste verão, para acompanhar saladas, peixes ou até pratos leves de carne vermelha, ou mesmo para levar em um piquenique (outro costume raro por estas partes do mundo), esta é uma excelente pedida.

arte & eventos, tecnologiaDecember 8, 2006 11:31 am

Se a Zombie Walk não for o suficiente para saciar seu espírito geek, neste fim de semana Porto Alegre também verá sua primeira versão da BarCamp. Para quem não conhece, trata-se de uma “desconferência”, um nome espertinho para designar um modelo de conferência sem uma organização central ou calendário pré-determinado de atividades. Ou como diz o cartaz oficial do evento:

Barcamp é um evento intenso com discussões, demonstrações e interação direta entre participantes. Cada um é encorajado a fazer apresentações, demonstrar o projeto em que está trabalhando, ou fazer parte de grupos de discussões. Não há lista de palestrantes, nem programação fechada; o modelo é de uma desconferência. Trata-se de estar envolvido diretamente em uma estrutura de conversação horizontal e emergente.

Ainda que um pouco anárquica, a conferência tem uma certa coerência temática centrada em questões tecnológicas. Jornalismo participativo, RSS, “One Laptop Per Child”, web semântica, tudo isso pode ou não vir a ser discutido. Para quem estiver interessado, o Träsel (blogueiro, jornalista, mestrando em comunicação e eventual colaborador deste blog) esteve na edição do ano passado, em Floripa, e deixou um relato no blog do Laboratório de Interação Mediada por Computador, da UFRGS.

De minha parte, já tenho uma sugestão: que meia dúzia de nerds com notebook se juntem e criem verbetes sobre “desconferência” e “BarCamp” na versão em português da Wikipedia (por ora, o unconference da versão em inglês pode ajudar). De qualquer jeito, apareçam lá:

O QUE: BarCamp POA
QUANDO: dias 9 e 10, a partir das 10h
ONDE: Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (Rua Jerônimo Coelho, 303 - Centro)
QUANTO: nada, seu sovina

notícias 9:59 am

- TRE já cassou seis deputados estaduais por fazerem propaganda em albergues;

- Mulher é presa com um quilo de crack, na zona Sul;

- Continua novela de Yeda na escolha do futuro secretário de Segurança;

- Enquanto isso, empresário é morto em tentativa de assalto, no bairro Floresta, e um administrador é baleado ao sair de banco na Protásio Alves.

- São Paulo confirma contratação do meia Hugo;

- Prédio onde morreu garota de 18 anos começar a ser demolido;

- Condessa faz doação de 108 fotografias da cidade na década de 30 ao Museu de Porto Alegre.

arte & eventos, cidadeDecember 5, 2006 12:47 am

Cutout morning, do saudoso Gabriel Pillar, tirada da janela da casa dele, no bairro Mont’ Serrat. A foto é de setembro, mas é bela e está valendo.

notíciasDecember 2, 2006 3:17 pm

- Queda de sacada mata estudante de Direito da Ufrgs na Avenida João Pessoa.

- Cesta básica de Porto Alegre volta a ser a mais cara entre as capitais brasileiras.

- Pesquisa sobre a Capital é divulgada durante Fórum de Turismo.

- Prefeitura notifica obra da Metroplan na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia.

- Executivo é morto a facadas dentro de casa, na Vila Conceição, Zona Sul.

- Nova campanha da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga distribuiu fotos de jovens abraçados em postes da cidade, com a mensagem “Tem coisa bem mais legal pra você abraçar na noite. Se beber, não dirija”.

Foto do Flickr de bitzi