Na minha segunda incursão à 52ª Feira do Livro, descobri sem querer uma das maiores vantagens que se pode achar nas bancas de lá: livros de História, sejam eles relatos de episódios ou biografias de personalidades. Já tinha sido alertado sobre isso anteriormente, mas no meio do frenesi dos balaios de usados, sempre esqueci de conferir.

Na verdade, a lógica é meio tosca: geralmente, esses volumes são calhamaços acima das 700 páginas, e com preço bem superior a qualquer romance ou coletânea de contos. É difícil achar uma biografia de peso, como a do Churchill, por menos de R$ 70 reais. Essa, por exemplo, tem um preço que não baixa dos R$ 90 em qualquer livraria comum.

O que acontece nesse contexto é simples: com um preço de capa alto, o desconto de 20% faz a diferença. Arrematamos, eu e meu pai, O Incêndio por R$50. Ele levou Stálin, A Corte do Czar Vermelho por não muito mais que isso. Percebam que os links da Cultura trazem preços sem frete incluso: na verdade, o livro sobre o ditador soviético não sai por menos de 75 mangos em lugar algum.

Como são vendas vultosas, ao menos no plano material, geralmente os livreiros ficam maravilhados e tentam empurrar ainda mais mercadorias. O nome disso, como sabemos, se chama desconto. Sim, além do que é praticado na tabela. E tome cupons extra de promoções e marcadores de livro de todo tipo, etc, etc.

Minha recomendação: se tem algum dinheiro e se interessa por não-ficção, a hora de comprar é agora.