
Sexo, drogas, róquenrôu, cabelos compridos, tatuagens, calças apertadas e casacos de pele. Hoje em dia, eles recebem a pecha de hair metal, mas entre o fim dos anos 80 e os anos 90 pré-Nirvana, tudo que a gurizada queria era tocar em uma banda de hard rock, ter longas madeixas e estar cercado de mulheres de cabelo oxigenado e peitos grandes.
E se há uma banda brasileira que mostrou que o sonho era possível, foi o Rosa Tattoada. Que atire a primeira pedra quem tinha mais de 10 anos em 1990 e nunca cantarolou “O Inferno Vai Ter Que Esperar”, que tocava direto em tudo quanto é rádio, pelo menos em Porto Alegre.
Para os que cresceram, mas não esquecem daqueles bons tempos que não voltam nunca mais, o projeto “Segunda Maluca”, do Bar Opinião (José do Patrocínio, 834 - Cidade Baixa), traz a banda para seu palco, em show de lançamento do novo disco, Rendez-Vous. Quem achar que está enferrujado, pode ir treinando o headbangin’ com os vários downloads disponíveis no site dos caras.
Além da clássica banda, que até abriu pro Guns n’ Roses em 1992, quem for ao Opinião hoje ainda verá um show de abertura da Baby Doll, grande representante do renascimento do glam na terra do heavy metal melódico. No site, músicas e clipes para você ir aprendendo as letras e não fazer feio na hora agá.
Tudo isso sai por R$ 15 (um preço baixo por tanta diversão, se alguém quiser minha opinião), com direito a dose dupla de ceva até a meia-noite e, segundo boatos a circular pela rede, com uma garrafa de Jack Daniels para a galera que chegar cedinho - tipo umas 22h. E para quem não puder comparecer, o PAlegre já garantiu a presença do inigualável Guima como correspondente e teremos um relato seu por aqui, assim que se recuperar do momento de êxtase.
