Pois parece que a av. Ipiranga foi eleita o campo de batalha dos pastéis em Porto Alegre. Depois de o Cenoura Pastéis abrir uma filial na altura da Vicente da Fontoura, o “magnata dos pastéis” Georges está com uma versão moderninha e simpática na esquina da Getúlio Vargas.
Faz algum tempo desde minha ida à sede, na av. Sertório, mas a não ser que o local tenha passado por uma enorme remodelação visual, esta filial em nada lembra sua origem. O visual está mais para uma lanchonete americana retrô do que para a arquitetura pantoufle-noveau. O funcionamento, no entanto, é o mesmo: marca-se em uma comanda os pastéis desejados e eventuais bebidas, entrega-se a comanda à garçonete e espera-se uma média de 15 a 20 minutos para que o pedido surja sobre a mesa.
Há pastéis tradicionais (a R$ 1,50) e especiais (a R$ 2,00), além dos doces (se bem me lembro, também por R$ 1,50). Nesta ida, comi os de calabresa, portuguesa e “romeu e julieta”, enquanto minha respectiva resolveu vingar-se do frio com sabores praianos e atacou de siri e camarão, além de também pegar um de portuguesa.
Pois continuo a concordar com o júri da Veja, que considera este o melhor pastel da cidade. O recheio é um pouco mais farto do que de seu concorrente da rua, e a massa é mais seca e crocante, com mais jeito de pastel de verdade. O único dos que comi que sofria de um certo excesso de óleo era o de portuguesa, mas assim como o de marguerita do Cenoura, é algo meio inevitável.
Em nossa ida, passamos pelo desconforto de dois pastéis terem vindo errados. Mas tanto a garçonete como a gerente foram simpáticas e profissionais, e resolveram o problema sem nenhuma reclamação ou cara feia. O único inconveniente é que os pastéis demoram um pouco para serem fritos, o que quase nos rende um atraso indesejável.
No mais, é bom saber que o local fica completamente abarrotado em fins de semana, e que se você resolver ir lá agora no inverno, deve tentar sentar o mais longe possível das duas portas de entrada. Como o fluxo de gente entrando e saindo é grande, não são poucas as lufadas de vento gelado a entrar porta adentro.

Mas tem um também na Ipiranga com a Getúlio Vargas. E não era esse Georges que tinha o pastel super grande? Ou eu tô confundindo? Pq na foto parece bem semelhante ao Cenoura…
Comment by babi — June 29, 2006 @ 8:59 pm
não sei por que, mas eu tenho essa mania de chamar a Getúlio de Bento Gonçalves. já corrigi no post. e embora professores de matemática mundo afora digam que retas paralelas se encontram no infinito, que eu saiba a Bento não faz esquina com a Ipiranga em momento algum.
quanto ao pastel, não vi nenhum gigante por lá. ele é o clássico pastel do Georges, um pouquinho maior do que o do Cenouras, absolutamente igual ao da sede na Sertório.
Comment by Solon Brochado — June 29, 2006 @ 10:12 pm
ah, vale dizer que esses preços são promocionais (provavelmente por causa da abertura, que faz menos de um mês). ele é, originalmente, um pouco menos de um real mais caro.
Comment by Mirella — June 30, 2006 @ 12:21 am
é R$ 1,75 os tradicionais e R$ 2,40 ou algo assim os especiais, não?
Comment by Solon Brochado — June 30, 2006 @ 3:11 am
Eu confundi com o tal de Animal’s eu acho…É isso? Eu tava até agora procurando uma esquina entre a Bento e a Ipiranga… hehe
Comment by babi — June 30, 2006 @ 9:42 am
Não lembro os valores, mas é por aí. O especial não chega a ser R$ 3.
Babi, o Animal’s é que é gigante mesmo.
Comment by Mirella Nascimento — June 30, 2006 @ 4:04 pm
Interessante… Moro ao lado do Cenoura da Ipiranga, mas os preços ali são fora da realidade. Gostaria de provar esse George’s. Embora creia que a resposta seja “não!”, há lugar onde estacionar por lá? Tanto a Ipiranga quanto a Getúlio não são locais fáceis de se estacionar…
Comment by Rafa — July 2, 2006 @ 5:08 pm
É isso mesmo, Rafa. Ali um dos pontos fracos é esse. Quando fomos, deixamos o carro bem longe. Na volta, não tinha uma vaga sequer.
Comment by Mirella Nascimento — July 4, 2006 @ 3:41 pm
Das principais características de zona norte é a falta de coerência estética - vide o meu bairro de origem, onde há prédios menores do que casas e casas do tamanho de igrejas (só que pintadas de rosa pink). Folgo em saber que o Georges ainda é o mesmo inconstante de sempre.
Comment by muzell — July 7, 2006 @ 1:18 am